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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Realçar os sabores

As comidas bem temperadas não são necessariamente as que fazem arder a língua, podemos usar uma variedade de produtos aromáticos que fazem realçar aspectos desconhecidos dos ingredientes. Existe no mercado uma variedade de produtos que podemos usar na confecção dos alimentos, melhorando o seu aspecto e o seu gosto. Hoje vou falar um pouco de alguns desses produtos começando pelo mais famoso o “ajinomoto”, para muitos este produto e altamente perigoso quando colocado na confecção  dos alimentos, visto que o Glutamat ser já um componente natural existente em  muitos alimentos, não sendo necessário aumentá-lo.

Ajinomoto

Na verdade trata-se de “MSG” (Sigla em inglês) de Sal sódico do ácido glutâmico ou Glutamato, é um aminoácido natural presente em alimentos ricos em proteína. O MSG estimula receptores específicos da língua  produzindo um gosto essencial que se conhece com o nome de umami que, em japonês  significa saboroso ou delicioso. O gosto umami corresponde ao quinto gosto básico, o qual é diferente dos outros quatro sabores conhecidos (doce, salgado, azedo e amargo).  O  MGS  realça o sabor dos alimentos, fazendo o gosto ficar melhor e cheirar melhor, quando  sé  come alimentos  com  MGS,  pensa –se que o alimento que está comendo tem mais proteína e tem um melhor sabor. “ Mentira”  ele faz isso enganando sua língua, usando o  conhecido sabor umami.  Apesar de estar autorizado o seu uso na alimentação, ter cuidado para não abusar, pois  mais vale prevenir que arremediar. Eu pessoalmente não o uso, quando quero realçar um sabor sem o modificar prefiro usar uma boa colherada ( das de sopa) de vinagre que também produz um pouco do sabor umami.

Vinagre

Usado principalmente em conjunto com o  azeite para temperar legumes e saladas de vegetais.  Tanto os de vinho tinto ou branco ou de maças, sé podem adicionar ervas tornando-o mais aromaticos. Existe tambem os balsamicos e o de jeres. O vinagre é uma parte fundamental de  marinadas e picles, é usado como conservante em si, porque retarda os efeitos da putrefação de alimentos.  Por derivar de  uma fermentação acética o vinagre tem um certo grau de ascides na qual favorece o uso  na cofecção de alimentos  pode ser um emcrementador de sabores.

Sal
Até o início do século XX o sal foi um importante conservante alimentar (carnes e peixes salgados). A tal ponto que foi até mesmo usado como forma de pagamento no período romano, sendo esta a origem da palavra "salário". É muito usado em toda culinária, pois em certos pratos a falta dele e insubstituível por qualquer outro produto, sendo o seu uso muito moderado pois o corpo humano precisa de muito pouco sal (menos do que uma colher de café cheia de sal diariamente), quantidade que geralmente existe nos próprios alimentos. Acima disso, esse mineral é prejudicial à saúde, causando males como hipertensão arterial, quando consumido em excesso.


Caril

A mais conhecida mistura de especiarias (pimenta caiena,cominho,açafrão,coriandro,gengibre,erva doce,cravinho,noz-moscada e mostarda)
Embora seja um produto indiano, foram os ingleses que o inventaram. Os ingredientes do caril são agradáveis, intensos e picantes. Utilize em pratos de lulas, frango, peixe, marisco, etc. Usado moderadamente, realça o sabor de pastas de queijo.

Açafrão

O açafrão transmite uma forte cor amarela e tem um gosto único e penetrante, A sua melhor utilização é com arroz e peixe - por exemplo, na paella espanhola, risottos italianos e pilaffs indianos

Anis estrelado

É uma bonita vagem em forma de estrela, utilizada nos pratos chineses clássicos e tem um sabor adocicado e anisado, mas algo picante. Utilizar em peixe estufado e purês e com couve, legumes, alho francês e abóbora.

Baunilha

Deriva das vagens de uma orquídea mexicana O sabor da essência de baunilha sintética não se compara ao que se obtém com a baunilha verdadeira, mas pode-se comprar essência de baunilha natural. A baunilha também pode ser usada para condimentar peixe estufado e molhos para peixe e na confecção de bolos.

Canela
Extraída da casca de uma planta natural do Ceilão Utilize os paus de canela para condimentar o frango, o borrego ou legumes estufados e a canela moída para pratos cozinhados e sobremesas. O sabor é especialmente bom com maçãs, pêras e chocolate.

Cardamomo
Um ligeiro sabor a eucalipto, mas, é mais doce e mais rico. O cardamomo provém de uma planta indiana e é muito usado em pratos indianos, tanto salgados como doces. E maravilhoso em pudins de leite. Utilize as vagens inteiras se pretender um sabor subtil, mas parta-as se o pretender mais forte. Moído perde os seus melhores óleos, pelo que convém usar sementes frescas e moê-las quando necessário.

Coentros
As sementes secas desta erva aromática têm um gosto totalmente diferente dos caules e folhas frescos. As sementes de coentro são boas em picles e para condimentar o caril e temperar carne de porco, legumes verdes e qualquer estufado.

Cominho
Podem ser usadas inteiras ou moídas, e são úteis para condimentar queijos, pão, molhos, pratos de caril e dobrada. É uma especiaria excelente, particularmente quando combinada com hortelã, para borrego assado ou estufado e também para pratos de carne picada.

Cravo da índia
 O cravinho é altamente aromático. O uso do cravinho é muito vasto. Pode usar-se em carne de vaca ou rabo de boi estufado e no caril.

Cúrcuma
Tem um gosto quente e picante, e muito diferente. É geralmente usada em pratos de caril e picles, mas também é boa quando usada parcimoniosamente em frango e peixe estufado.

Emdro
Conjuga-se bem com purê de batata e couve cozida e com carne de porco estufada ou picada

Funcho
Tem um certo gosto adocicado, são usadas em pratos com molho de caril, e são boas em pratos de legumes e feijão seco guisados e em certos bolos.

Gengibre
O gengibre é um ingrediente picante, apimentado, amplamente utilizado em pratos indianos e orientais e na cozinha inglesa. Tem um sabor fresco e um maravilhoso odor a limão Combina bem com o alho e é excelente com mariscos, peixe e pratos de frango. O seu sabor é tão rico que é utilizado numa enorme variedade de pratos e doçaria.

Mostarda
Existe em pó e sob formas preparadas. As mais populares são de preparação inglesa, francesa, alemã e americana. As sementes podem ser brancas, pretas ou castanhas, estas últimas contêm os óleos mais picantes e são geralmente usadas nos pratos indianos, mas podem dar gosto também a estufados de criação, caça ou carne de porco. A mostarda inteira em boiões (à antiga) é útil para misturar em molhos cremosos e condimentar bifes.

Noz moscada
É tradicionalmente usada para polvilhar pudins de leite, mas também é um condimento perfeito para purê de batata, pratos com abóbora, espinafres e massa, e é maravilhosa combinada com queijo e em todos os purês.  Deve ralar-se a noz-moscada na altura de usar, pois os seus óleos essenciais e o seu sabor perdem-se rapidamente.

Pimenta
Este grupo de especiarias inclui os grãos de pimenta pretos, verdes e brancos. São as bagas do pimenteiro. Pode-se comprar pimenta moída, mas é muito melhor conservar os grãos secos num moinho de pimenta e moê-Ios quando necessário. Faça a sua própria mistura. Os grãos de pimenta verde inteiros em salmoura são óptimos em molhos para frango, carne de vaca e bifes. Embora não se trate de verdadeira pimenta, os grãos cor-de-rosa são mais suaves, muito aromáticos, e fazem um bonito efeito.

Pimenta Caiena
Urna especiaria muito picante, derivada das malaguetas secas de um pimento vermelho, natural da América Central. Torna mais picantes os pratos de caril e condimenta queijos e pratos de peixe.

Piripiri
Este membro da grande família das pimentas tem várias formas, tamanhos e cores. É o ingrediente que torna picantes os pratos de caril, mas cada espécime varia em força. O piripiri verde fresco é apanhado antes de amadurecer, o vermelho já está maduro, mas não é necessariamente mais picante. Em geral, o piripiri mais carnudo é mais suave do que o pequeno e fino. As sementes são a parte mais picante e convém retirá-Ias. Prepare sempre o piripiri debaixo de água e não toque nos olhos ou na boca.

Tamarinho
Tem um gosto a fruta amarga, um sabor mais complexo do que o do limão,  usa-se nos pratos de caril, é um ingrediente vital em chutneys e em muitos pratos indianos e do Extremo Oriente.

Zimbro
Conhecido como o sabor do gin, com cheiro a pinheiro, também são úteis em marinadas, estufados, em especial de carne de porco e peças de caça.

Tomilho
Com sabor muito agradável ela é amplamente utilizada na culinária. Combina muito bem com carnes cozidas e molhos. Pode ser utilizada tanto fresca como seca. Depois de colhida, basta lavar e adicionar à comida para se obter um bom aroma.

Alecrim
Fresco (preferencialmente) ou seco, é apreciado na preparação de aves, caça, carne de porco e batatas assadas. Na Itália é utilizado em assados de carneiro, cabrito e vitela. Em churrascos, recomenda-se espalhar um bom punhado sobre as brasas do carvão aceso, perfumando a carne e difundindo um agradável odor no ambiente. Pode ser utilizado ainda em sopas e molhos.

Pimentão doce

Vulgarmente conhecido por colorau, obtém-se reduzindo a pó os pimentos vermelhos. Dá cor e sabor a um enorme número de pratos do dia-a-dia. Indispensável na preparação de enchidos. Carnes de cabrito e porco assadas, grelhadas ou fritas, vitela assada, bacalhau assado, molho à espanhola, escabeche, etc.


Orégão

É um ingrediente imprescindível da culinária italiana, onde é utilizado em molhos de tomate, vegetal refogados, carne e claro nas famosas pizzas. Junto com o manjericão dá o caráter da culinária italiana.
Em Portugal os orégãos são indispensáveis na confecção de caracóis, e é usado também em caldeiradas e em saladas de tomate e queijo fresco ou requeijão.

Manjericão
Na culinária as suas folhas são utilizadas como um aromático tempero, particularmente na tradicional pizza Margherita.

Louro
É uma espécie originária do Mediterrâneo. Suas folhas são vistosas, coriáceas e com odor  muito característico, por isso são muito usadas na culinária. Ideal para assados e marinadas.

Salsa

O cultivo da salsa faz-se há mais de trezentos anos, sendo uma das plantas aromáticas mais populares da gastronomia mundial. A planta é originária da Europa tem uma utlizasão praticamente em todos os pratos de culinária.


Bem podia estar aqui um tempo infinito a falar de especiarias e produtos, mas vou para por aqui pois penso que estes são os mais essenciais de toda culinária. Claro que pode haver um ou outro produto que aqui não mencionei, mas pode ser muito conhecido em outros contingentes.

Bom Apetite

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Molotoff

Aqui esta mais um doce tipicamente português, que gasta claras e não leva gema alguma, eis a solução para aproveitar as claras: um Pudim de Claras, uma maneira de aproveitar as claras, pois a maioria dos doces só utiliza as gemas.  Chama-se Molotoff, existem várias versões de Molotoffs, assim como várias versões para a cobertura. Vou dar a versão tradicional do Molotoff. Mas que fique bem claro que para fazer um Molotoff  há que ter muita paciência, diria mesmo perseverança pois raramente o primeiro sai com bom aspecto. Isto é, não sendo batido na medida certa e no tempo exato pode transforma-se numa "bolacha" depois de cozido.  Fazê-lo com perfeição é quase uma arte (ou sorte). Alguns  podem murchar e desaparecer no fundo da fôrma, ou partir ao ser desenformado. Mas nada de mal pois assim mesmo é comestível, só não fica com aquele aspecto que até os olhos comem.
Para esse problema (virar bolacha) vou deixar aqui um segredo, acrescentar uma colherzinha de farinha maisena, para ajudar na consistência do molotoff. Então, aqui vai a receita de hoje, e muita sorte na tentativa de fazer seu Molotoff.

Ingredientes

10 claras (podem usar as que quiserem, quanto mais usar maior tem que ser a forma)
10 colheres rasas (de sopa) de açúcar ( 1 colher de açucar por cada clara)
1 colher (de café) de farinha maisena
Caramelo liquido que baste

Preparação
Ligar o forno a pré-aquecer (180º) durante 10 min. com um tabuleiro com água.
Numa taça grande batem-se as claras em castelo bem firme ( 10 minutos + ou- ) , sem parar de bater e sem parar de andar com a maquina a roda, coloca-se as colheres  de açúcar (uma a uma) e farinha maisena.
Ainda sempre a bater com a máquina, coloca-se  um pouco de caramelo  líquido, ter  o cuidado de incorporar bem para fique  com uma cor acastanhada por igual. Só no fim disto tudo é que se para de bater, passa-se o  creme de claras para uma forma de buraco alta já bem untada com caramelo ( este caramelo servira depois para cobertura) e leva-se ao forno dentro do tabuleiro com a água (banho Maria).
Vai a cozer  entre 10 a 15 minutos  ou até ficar bem dourado por cima (dependendo do tipo de forno), desligando-se o forno e abrindo a porta ligeiramente da parte de cima, deixando repousar um pouco o Molotoff (10 minutos), retira-se do fornoe deixe arrefecer. Depois de frio desenforma-se o Molotoff para um prato  grande com um certo cuidado e leve ao frigorífico para refrescar. Caso queira uma cobertura de doce de ovos unte a forma com manteiga e farinha em vez de caramelo, adicionando o doce só depois de bem frio.

Bom Apetite

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Lombo de porco com laranja

Laranja  um fruto híbrido, conhecida por ser fonte de vitamina C criado na antiguidade a partir do cruzamento do Pomelo com a Tangerina.  Nascida na Índia este fruto espalhou-se pela restante  Ásia, chegou à Europa através de Portugal no tempo das Cruzadas. É por isso que as laranjas doces são denominadas "portuguesas" em vários países
 Esta fruta é descascada e comida ao natural, ou espremida para obter sumo, o sabor varia do doce ao levemente ácido. A casca exterior usada  em diversos pratos culinários, como ornamento, ou mesmo para dar algum sabor.  Hoje voz trago aqui um prato feito com laranjas, uma receita muito fácil para aqueles dias em que o tempo escasseia e as idéias também.

Ingrdientes
1 lombo de porco (de 1 kg a 1.1/2 kg)
3 laranjas
2 colheres (de sopa) de manteiga
1 colher (de sopa) de azeite
1 colher (de sopa) de farinha maisena
Sal e pimenta que baste

Preparação

Num tacho ao lume com a manteiga e o azeite quente, leve o lombo a alourar de ambos os lados. Junta-lhe depois 1 litro de água temperada de sal e pimenta, tape e deixe cozinhar  em lume brando até cozer a carne (querendo pode usar uma panela de pressão na qual será mais rápido). Entretanto retire as cascas mais fina (vidrado) de duas laranjas e corte em tiras fininhas e coloque num tacho com água, leve ao lume até ferver durante 5 minutos, retire e escorra-as e reserve a água. Em 150 ml dessa água deite a maisena misture e verta por cima do lombo e deixe cozinhar durante 5 minutos. Sirva o lombo fatiado enfeitado com a outra laranja as rodelas,  pode acompanhar com arroz ou legumes cozidos ou salteados.

Bom Apetite

sábado, 21 de janeiro de 2012

Bacalhau do capote no forno

O "bacalhau à capote, bacalhau com capote  ou do capote" normalmente faz-se numa frigideira ao lume, consiste em envolver bacalhau,  batatas, etc.  em ovos (tipo um rolo). Uns servem com molho branco,  ou molho de tomate ou simplesmente salpicado com salsa por cima, bem a idéia e embrulhar ao mistura de bacalhau nos ovos batidos (omelete) depois de preparados. Neste contesto resolvi levar esta receita ao forno e resultado foi espetacular.

Ingredientes
4 posta de bacalhau
800 gramas de batatas
2 cebolas grandes
2 dentes de alhos
2 ovos cozidos
6 ovos inteiros

1 raminho de salsa
Azeite que baste
Manteiga que baste
Pão ralado que baste
Sal grosso que baste
Sal e pimenta a gosto

Preparação

Coza as batatas com a pele em água com um pouco de sal, depois de frias tira-lhe as peles e corte em rodelas (5 mm), reserve. Cozer o bacalhau e dividi-lo em lascas e  reserve. Leve uma frigideira ao lume com azeite e os dentes de alhos esmagados com casca, em começando a aloirar retira-los e por as 2 cebolas cortadas em rodelas bem fininhas, começando aloirar  juntar-lhes o bacalhau e temperar com pimenta (juntar sal se precisar), reserve.  Numa travessa refletaria ou uma que possa ir ao forno, barrar com manteiga e polvilhar com pão ralado, espalhar as batatas e cobrir com a mistura de bacalhau, espalhe por cima os ovos cozidos cortados as rodelas finas. Bata os 6 ovos com a salsa picada e verta por cima, salpique com um pouco de pão ralado e leve a travessa ao forno até cozer os ovos, sirva ainda quente.

Bom Apetite

Capão recheado com novilho e azeitonas

Capão é um frango castrado em pequeno. Descoberto por acaso na Roma antiga, os cônsules eleitos anualmente exerciam o poder executivo de comandar e criar leis. Conta a historia que um desses cônsules "Caio", era grande dorminhoco. Irritado com o barulho que os galos faziam e o acordavam de madrugada, fez o senado aprovar uma lei banindo a ave de Roma. Os criadores descobriram um jeito de contornar a lei e continuar a criação, castraram os galos e eles pararam de cantar e de se interessar pelas fêmeas. Para consolar a perda da função, começaram a se alimentar compulsivamente e a engordar bastante. Ao serem abatidos, mostraram-se iguarias sublimes. Os romanos descobriram que quanto mais cedo fosse realizada a castração, melhor seria o sabor da carne. Ainda hoje em algumas regiões de Portugal e da Itália, em quase toda a Espanha, o frango capão ainda é obrigatório no Natal, assim como em ocasiões especiais. Castra-se o frango aos 60 ou 70 dias, para consumi-lo sete a oito meses depois. A ave engorda superalimentada com milho. A castração favorece o aumento da gordura superficial e intramuscular. Aos 7 ou 8 meses, a ave pesa entre 3 e 4 quilos. Nessa altura  a carne se apresenta macia , saborosa e delicada.

Ingredientes
1 frango capão limpo (aproveita-se os fígados)
200 gramas de carne de novilho picada
50gramas de azeitonas (sem caroços)
30 gramas de pão ralado
2 copos de vinho branco
½ cálice de vinho do porto

2 tiras de toucinho fumado
3 dentes de alhos
1 raminho de salsa
Azeite que baste
Sal e pimenta a gosto

Preparação
Tempere por dentro e por fora com sal e pimenta, faça dois cortes nos peitos e entroduza o toucinho e coloque num tabuleiro de ir ao forno, reserve. Cozinhe os fígados durante 5 minutos, e corte-os depois em pedacinhos pequenos para dentro de uma tigela, deite também a carne picada, as azeitonas cortadas ao meio, a salsa picada, o pão ralado e o vinho do porto. Tempere de sal e pimenta e misture bem. Encha o interior do frango com esta mistura, feche com linha de cozinha ou um palito e regue com azeite. Leve ao forno previamente  aquecido a 180ºc, durante 1 hora (ter atenção ao tamanho do frango poderá precisar de um pouco mais de tempo)  regando de vez em quando com o vinho branco. Ao fim de 15 minutos de forno, junta-lhe os dentes de alhos meios esmagados com  a casca. Sirva com um salteado de legumes ou com batatas assadas.

Bom Apetite

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Nispo de porco com cerveja no forno

O Nispo de porco fica entre a mão e o pernil, também conhecido por chispe (mão e nispo agarrado). Mais conhecido é o Nispo de vaca (da parte da frente), também o da parte de traz mais conhecido como ossobuco. Bem mas hoje não quero falar de nispo de vaca, mas sim de porco que assado no forno e uma maravilha. Estava aqui vendo algumas fotos de pratos que já fiz e deparei com esta, ai disse; "hoje é o dia de publicar esta receita", pois aqui vai ela. A receita é baseada numa peça de nispo que da para uma pessoa, sendo mais multiplique pelo numero de pessoas os ingredientes.

Ingredientes

1 nispo de porco (sem courato “pele”)
1 copo de cerveja
2 batas medias
½ cebola pequena aos gomos
1 tomate pequeno maduro
1 dente de alho
1 raminho pequeno de tomilho
Azeite que baste
Sal a gosto

Preparação

 
Limpe o nispo, lave e demolhe-o em água fria no frigorífico durante 1 hora no mínimo.Entretanto descasque as batatas e corte aos gomos grossos, reserve. Esmague o alho com um pouco de sal, após retirar o nispo da água, enxugue e esfreque-o com a mistura de alho e sal, coloque numa assadeira e deixe repousar 1 hora. Findo este tempo regue-o com a cerveja e o azeite e leve ao forno a 200ºc entre ½ hora a 45 minutos ( ter atenção que se estiver a fazer mais de 1 nispo aumentar um pouco o tempo), findo este tempo ou quando o estiver dourado disponha a volta as batatas  misturada com a cebola e o tomate triturado, mais o ramo de tomilho e tempere com um pouco de sal. Deixe assar mais uns 30 minutos, sirva  ainda quente acompanhado com um arroz de cenoura. Querendo pode coar o molho para uma molheira,caso queira por cima.

Bom Apetite

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Bacalhau embrulhado

Hoje voz trago uma receita de bacalhau, era um prato que minha falecida mãe fazia em algumas ocasiões e bem me lembro como era gostoso.Normalmente fazia na altura da apanha das batatas, para aproveitar as batatinhas novas (na qual em vez de descascar a pele raspava-se com uma faca) e cebolas tenras. Embrulhava o bacalhau nas couves e levava ao forno a assar, assim o bacalhau ficava mais suculento e as couves meias estaladiças com saborzinho a bacalhau, depois demolhar o pão caseiro naquele azeite que ficava no prato,ai ai que delicia.
Claro que aqui não tenho essas batatas, mas mesmo assim não deixei de fazer este prato que me levou a uns anos atrás la para as Gafanhas

 
Ingredientes
4 postas de bacalhau já de molhadas (de preferência lombo)
3 dentes de alhos
2 cebolas medias
Folhas de couve (lombarda ou repolho)
Alecrim que baste
Azeite que baste
Sal e pimenta a gosto

 
Preparação
Leve as folhas de couve e escalde em água fervente. Em seguida abra uma falha de couve de cada vez e sobre ela uma posta de bacalhau, tempere com alho laminado, pimenta moída, alecrim e um fio de azeite, embrulhe na folha de couve e transfira para uma assadeira,reserve. Descasque as batatas e corte-as em rodelas grossas. Junte-as ao bacalhau e regue com 250 ml de azeite. Leve a assadeira ao forno médio, pré-aquecido por 45 minutos, e regue com o próprio azeite. Ter atenção para enquanto o bacalhau estiver no forno e as folhas de repolho começarem a ficar queimadas, cobrir a assadeira com papel alumínio, para que não fique muito queimado. Entretanto descasque as cebolas e corte-as em rodelas finas. Frite-as em azeite e tempere com sal e pimenta. Quando o bacalhau estiver pronto coloque as cebolas fritas junto as batatas deixe mais 5 minutos para incorporar os sabores.Sirva encima de tostas de pão saloio (tipo caseiro)com as batas ao lado


Bom Apetite

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Camarões picantes

Voltando a falar das minhas férias em novembro, lembro que um amigo pediu-me a receita de Camarões picantes. Na altura era para fazer, para ele ver como se faz, mas por um motivo qualquer não pode estar, cheguei a fazer para petiscarmos e ai lhe disse; “depois te passo a receita”. E esta hora chegou, meu caro amigo Flavio aqui esta a receita.
 
Ingredientes
600 gramas de camarões congelados (calibre 20/30)
4 dentes de alhos
50 gramas da manteiga
2 ou 3 tiras de pimentão vermelho
1 raminho de salsinha
1 colher (das de café) de colorau
1 cálice de conhaque ou brandy
½ copo de cerveja
Sal e piri-piri a gosto

 
Preparação
Ainda com os camarões meios congelados, dê-lhes um golpe na casca com uma tesoura,abra-os sem separar as duas partes e retire-lhes as tripas. Pique bem picadinho os alhos, a salsinha e o pimentão, misture com a manteiga e o colorau e tempere com sal e piri-piri. Junte a cerveja e leve ao lume numa pela  (aonde caiba os camarões), quando começar a estrugir junte os camarões e deixe estufar um pouco (5 a 8 minutos), apague o lume e tape com uma tampa para abafar durante uns 10 minutos, abra regue com o conhaque e incendeie para queimar o álcool, vire para uma travessa e sirva.

 
Bom Apetite

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Tapas de atum e gambas


Podemos chamar-lhe tosta com atum e gambas, aqui toda fatia de pão Tostada que leva um preparo por cima chamam-lhe “Tapas”, e há de varias iguarias e deliciosas. Estas que aqui apresento foram feitas para receber uns amigos na minha casa em Portugal, quando estive ai de férias em Novembro do ano passado, normalmente aqui usam um pão tipo barra francesa, eu ai usei pão tipo caseiro (pão da avó) na qual como era um pouco grande as fatias cortei-as ao meio. Servi numa travessa com pão de barra a volta barrado com tomate e regado com azeite, mas podem servir simplesmente ou até como uma entrada para uma refeição.

Ingredientes
8 fatias de pão caseiro
2 latas de atum ao natural
16 gambas cozidas (a gosto)
3 ovos cozidos
Salsinha que baste (folhas)
Maionese que baste

 
Preparação
Cozer as gambas a gosto deixar arrefecer e descascar reserve. Cortar o pão em fatias com 1 centímetro de espessura (sendo grandes pode cortar ao meio), dourar na torradeira sem tirar as côdeas. Deixar arrefecer o pão e barrar com uma camada delgada de maionese em cada fatia. Cortar os ovos cozidos as rodelas finas e colocar por cima da maionese e desfiar o atum (depois de bem escorrido) e distribuir por cima de todas as fatias. Dispor em cima uma gamba em cada fatia, enfeitar com um pouco de maionese e folhas de salsa.


 
Bom Apetite.

Quindão da Ti bernada

Quindão é um típico doce brasileiro, Normalmente, o doce pode ser preparado em formas pequenas como as de empadinhas, na qual recebe o nome de Quindim. A palavra quindim de origem africana que significa dengo, encanto, etc. E como este doce é uma verdadeira doçura, talvez daí o nome. Mas ao cetro é que este doce tem ascendência portuguesa (os ovos) e africana (o coco).

O coco.Talvez uma das frutas mais usadas dentro da culinária brasileira, originário da Índia, o coqueiro foi primeiro para a África e de lá foi para o Brasil. Ai se instalou na orla marítima, para enfeitar essas praias maravilhosas. A fruta do coqueiro, o coco é um ingrediente indispensável no preparo de quitutes afro-brasileiros, usado em vários estados brasileiros, sendo o nordeste/norte o que mais contribui para essas iguarias na qual tem origem este doce.

Quanto aos ovos na qual a doçaria portuguesa é feita basicamente. Poderíamos dizer que a origem dos doces portugueses, feitos em sua maioria de gemas de ovos, está nos conventos. Conta uma historia onde as freiras utilizavam as claras dos ovos para engomar os seus hábitos, e na tentativa de dar alguma utilidade às gemas criaram-se verdadeiras iguarias na doçaria portuguesa. Sendo os quindins um doce que levam muitas gemas podemos dizer que se trata de um doce conventual como a maioria dos doces portugueses.

Em Portugal existe um doce muito parecido aos quindins, as Brisas do Lis, só temos de trocar o coco por amêndoa.  Doce de origem muito antiga começou a ser confeccionadas no antigo convento de Santana, (que já esta demolido), onde as freiras faziam esta iguaria. O segredo da receita, foi passado por uma freira a uma senhora que freqüentava as cerimônias realizadas no tal convento, Essa senhora  era proprietária dum café que possivelmente os fazia para vender.
Bem mas hoje estou aqui para falar do Quindim, possivelmente a receita das Brisas do Liz foi parar ao nordeste do Brasil, na qual alguém resolveu trocar as amêndoas por coco, daí terá nascido os Quindins. Esta receita que aqui publico pertencia Ti Bernada (minha falecida mãe), na qual dizia-me sempre; “uma gema,uma colher de açúcar, uma colher de coco ralado e uma colher da água do coco " e já esta, simples não. Dizia ela que cada gema dá um Quindim, como aqui em Andorra é muito difícil encontrar coco  em fruta improvisei com o que havia a venda.
 
Ingredientes
15 gemas
15 colheres (das de sopa) de açúcar
15 colheres (das de sopa) de coco ralado em pacote (200 gramas)
15 colheres  (das de sopa) de leite de coco em frasco (25 dcl)
Manteiga e açúcar para barrar e polvilhar 

 
Preparação

Depois de passar as gemas por uma peneira (não pode ser metálica), numa vasilha misture todos os ingredientes sem bater (gemas,coco,açúcar e o leite), ate ficar uma mistura bem homogênea, reserve. No caso de querer fazer Quindins, barre com manteiga 15 forminhas ( tipo empadinhas) e polvilhe com açúcar. Divida a mistura pelas forminhas e disponha dentro de um tabuleiro com água (banho Maria). Para fazer o Quindão (no coso da foto), barre uma forma (tipo para bolos ou pudim) e polvilhe com açúcar, despege ai a mistura e coloque igual dentro de um tabuleiro com água (banho Maria). Tanto os Quindins com o Quindão vai ao forno entre 160º a 180º durante 45 a 60 minutos, depois de cozidos deixe esfriar um pouco antes de os tirar das formas.  


 
Bom Apetite