Os “rojões” são pedaços de carne de porco sem osso, mas com alguma gordura, geralmente da perna.
Na região do Minho são elaborados em uma marinada de uma dia para o outro numa mistura de vinho, alhos,sal, pimenta, louro e colorau. A carne é alourada em banha e misturada com a marinada, deixando-se estufar em lume brando. No fim, junta-se sangue e fígado de porco cozido juntamente com batatas alouradas na própria gordura. Juntam-se todos estes ingredientes já cozinhados, salpicam-se com cominho e servem-se com pedaços de limão e salsa picada.
Já lá para o lado sul de Portugal em terras alentejanas soa-se fazer os rojões na qual a carne é envolvida numa massa de pimentão e sal. Envolve-se bem a carne no tempero e deixa-se repousar no mínimo 30 minutos(ou algumas horas) para que tome gosto. Numa frigideira coloque azeite e alho picado, deixar o alho alourar e juntar a carne, deixar selar bem e juntar de seguida vinho branco. Deixar cozinhar bem e servir com batas fritas ou arroz branco.
Norte, sul, agora vamos a centro, mais propriamente nas terras das Gafanhas, por ali os rojões são feitos na sua própria gordura sendo só temperados com sal, normalmente acompanhados com umas batatas cozidas com a pele , legumes cozidos ou uns bons grelos de nabos .Já lavai o tempo em que os mais antigos o faziam em lume de lenha numa caldeira de cobre, para que ficassem bem gostosos o lume tem que ser muito fraco para irem fritando lentamente. Uma coisa voz digo, tirar um rojão grumado da caldeira (meio frito) em cima de uma fatia de broa, é uma verdadeira delicia.
Geralmente faziam-se acuando da matança do porco. Com a chegada do inverno, chegava também a época da matança do porco por quase toda freguesia, pois com a chegada do frio era mais fácil conservar a carne (pouca gente tinha arcas congeladoras) nas típicas salgadeiras.
Também era vulgar depois de os rojões feitos e da caldeira limpa de todas as migalhas das carnes (apenas com a gordura derretida), fazer sal de unto. Um verdadeiro condimento imprescindível para quase toda a comida que se fazia antigamente, mas isso fica para a postagem seguinte, hoje vamos aos rojões que não tendo lume serão feitos mesmo numa caldeira normal e num fogão.
Ingredientes
300 gramas de toucinho de porco
2 quilos de carne de porco mista entre entremeada e pá
Sal grosso quanto baste (preferência marinho)
Preparação
Não tendo um bom borralho (lugar na cozinhas dos lavradores a onde sé acede o lume a lenha) e uma caldeira de cobre como manda a tradição, usaremos mesmo uma caldeira normal e feito num fogão (placa). Cortaremos o toucinho em pequenos pedaços e sem coirato e a restante carne em pedaços maiores (entre 4 a 5 centímetros cúbicos), tempera-se de sal. Leva-se a caldeira ao lume forte com uma pouca de água e o toucinho, quando a água ferver reduzir o lume para brando e introduzir as restantes carnes e o coirato. Mexer de vez em quando para não pegar, ter atenção de se o lume estiver forte reduza para mais baixo (tente ter uma temperatura que não frite muito a carne). Quando a carne começar a ficar dourada estará os rojões prontos, retire-os e se ainda houver toucinho por derreter deixa-se mais um pouco (nesta faze é quando sé fazem os torresmos), depois e só servir com o que mais voz apetece. No meu caso servi com batatas,cenoura, nabos e grelos cozidos
Na região do Minho são elaborados em uma marinada de uma dia para o outro numa mistura de vinho, alhos,sal, pimenta, louro e colorau. A carne é alourada em banha e misturada com a marinada, deixando-se estufar em lume brando. No fim, junta-se sangue e fígado de porco cozido juntamente com batatas alouradas na própria gordura. Juntam-se todos estes ingredientes já cozinhados, salpicam-se com cominho e servem-se com pedaços de limão e salsa picada.
Já lá para o lado sul de Portugal em terras alentejanas soa-se fazer os rojões na qual a carne é envolvida numa massa de pimentão e sal. Envolve-se bem a carne no tempero e deixa-se repousar no mínimo 30 minutos(ou algumas horas) para que tome gosto. Numa frigideira coloque azeite e alho picado, deixar o alho alourar e juntar a carne, deixar selar bem e juntar de seguida vinho branco. Deixar cozinhar bem e servir com batas fritas ou arroz branco.
Norte, sul, agora vamos a centro, mais propriamente nas terras das Gafanhas, por ali os rojões são feitos na sua própria gordura sendo só temperados com sal, normalmente acompanhados com umas batatas cozidas com a pele , legumes cozidos ou uns bons grelos de nabos .Já lavai o tempo em que os mais antigos o faziam em lume de lenha numa caldeira de cobre, para que ficassem bem gostosos o lume tem que ser muito fraco para irem fritando lentamente. Uma coisa voz digo, tirar um rojão grumado da caldeira (meio frito) em cima de uma fatia de broa, é uma verdadeira delicia.
Geralmente faziam-se acuando da matança do porco. Com a chegada do inverno, chegava também a época da matança do porco por quase toda freguesia, pois com a chegada do frio era mais fácil conservar a carne (pouca gente tinha arcas congeladoras) nas típicas salgadeiras.
Também era vulgar depois de os rojões feitos e da caldeira limpa de todas as migalhas das carnes (apenas com a gordura derretida), fazer sal de unto. Um verdadeiro condimento imprescindível para quase toda a comida que se fazia antigamente, mas isso fica para a postagem seguinte, hoje vamos aos rojões que não tendo lume serão feitos mesmo numa caldeira normal e num fogão.
Ingredientes
300 gramas de toucinho de porco
2 quilos de carne de porco mista entre entremeada e pá
Sal grosso quanto baste (preferência marinho)
Não tendo um bom borralho (lugar na cozinhas dos lavradores a onde sé acede o lume a lenha) e uma caldeira de cobre como manda a tradição, usaremos mesmo uma caldeira normal e feito num fogão (placa). Cortaremos o toucinho em pequenos pedaços e sem coirato e a restante carne em pedaços maiores (entre 4 a 5 centímetros cúbicos), tempera-se de sal. Leva-se a caldeira ao lume forte com uma pouca de água e o toucinho, quando a água ferver reduzir o lume para brando e introduzir as restantes carnes e o coirato. Mexer de vez em quando para não pegar, ter atenção de se o lume estiver forte reduza para mais baixo (tente ter uma temperatura que não frite muito a carne). Quando a carne começar a ficar dourada estará os rojões prontos, retire-os e se ainda houver toucinho por derreter deixa-se mais um pouco (nesta faze é quando sé fazem os torresmos), depois e só servir com o que mais voz apetece. No meu caso servi com batatas,cenoura, nabos e grelos cozidos
Bom Apetite


Aqui está um dos meus pratos favoritos e que sempre que vou de férias a casa da mãe ela faz para mim... Adoro!
ResponderEliminarBjinhos e bom fim-de-semana
Humm delicioso
ResponderEliminar