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sábado, 31 de maio de 2014

Camarões em Alho

Gambas al ajillo, como são chamados em Espanha, trata-se de um dos pratos mais popular na culinária espanhola, mais nas regiões sul e centro de Espanha. Normalmente servido nos bares como “tapa” ( nome que sé da aos petiscos e aperitivos servidos nos bares Espanhóis), fazendo parte dos pratos típicos da cultura do bar em Espanha, chegando até em certos sítios a ser servidos como prato principal.

Ingredientes 
600 gramas de camarões frescos descascado
4 dentes de alho
1 malagueta
Azeite
sal
salsa picada


Preparação
Descasque os dentes de alhos e corte em laminas, frite no azeite até ficarem ligeiramente dourado. Acrescente a malagueta cortada ao meio com os camarões e deixe alourar um pouco mexendo sempre, tempere de sal e deixe apurar um pouco mais, polvilhe com a salsa picada e sirva imediatamente.

                                Servido com uma tapa de atum e gambas

Bom Apetite

domingo, 18 de maio de 2014

Sal-de-unto

Nas Gafanhas não fará falta tentar explica o que é sal de unto, pelo menos aos mais velhos. Já com esta malta mais nova a historia (creio eu) será outra, possivelmente alguns já ouviram falar, outros nem fazem ideia do que é. Teoricamente podemos dizer que “sal-de-unto” é sal com a banha derretida, ou seja, depois de fazer os rojões (á moda da Gafanha) na caldeira acrescenta-se o sal grosso na qual o resultado será o sal de unto. Possivelmente a sua origem poderá estar nos pescadores, pois segundo sei por pessoas mais velhas, levavam este preparado nas suas longas viagens de faina pelo mar adentro. O unto (Banha) que é uma gordura animal, neste caso a do porco que outrora por terras das Gafanhas era a única manteiga que o povo conhecia, hoje em dia desprezada pelo seu potencial poder de aumentar o colesterol.
Concordo plenamente que o (excesso) sal faz mal, assim como o a gordura (neste caso unto de porco) e muito prejudicial ao organismo, mas comer uma caldeirada de peixe sem sal de unto é como comer bacalhau à lagareiro sem azeite. O sem uso da um paladar a caldeirada com um cheiro irresistível, assim como o seu uso na confecção em certos pratos na qual os mais antigos são verdadeiros espertos. Essa malta mais jovem pode chamar-me maluco e estarão perguntando “que é isso?”, “que mistura é essa?”, “faz mesmo mal a saúde?”.
Pois em minha opinião as coisas que comemos só fazem mal quando comidas em excesso, Devemos ter moderação com esses certos alimentos ou condimentos, não exagerando. Afinal de conta a sabedoria dos mais velhos tem que ser levada em conta, “quando tem que ser tem que ser”. Sendo assim fiz uns rojõesitos e aproveitei para fazer um pouco de sal de unto pois cá por casa ainda vamos um pouco com uma cozinha tradicional (fazendo mal ou não) a antiga Portuguesa.



 Preparação
Depois dos rojões feitos (ver postagem anteriorAqui ), limpa-se com uma escumadeira toda a caldeira de torresmos e migalhas que possa ter largado as carnes ficando só a banha derretida na qual mistura-se uma boa quantidade de sal grosso marinho. Mexe-se bem para misturar bem e diluir um pouco o sal, apaga-se o lume e deixa-se arrefecer um pouco antes de o retirar para um pote. Depois de frio o sal vai ficar gorduroso e estará pronto para ser usado, quanto mais tempo repousar mais saboroso estará.

Bom Apetite

sábado, 17 de maio de 2014

Rojões (reedição)

Os “rojões” são pedaços de carne de porco sem osso, mas com alguma gordura, geralmente da perna. 
Na região do Minho são elaborados em uma marinada de uma dia para o outro numa mistura de vinho, alhos,sal, pimenta, louro e colorau. A carne é alourada em banha e misturada com a marinada, deixando-se estufar em lume brando. No fim, junta-se sangue e fígado de porco cozido juntamente com batatas alouradas na própria gordura. Juntam-se todos estes ingredientes já cozinhados, salpicam-se com cominho e servem-se com pedaços de limão e salsa picada. 

Já lá para o lado sul de Portugal em terras alentejanas soa-se fazer os rojões na qual a carne é envolvida numa massa de pimentão e sal. Envolve-se bem a carne no tempero e deixa-se repousar no mínimo 30 minutos(ou algumas horas) para que tome gosto. Numa frigideira coloque azeite e alho picado, deixar o alho alourar e juntar a carne, deixar selar bem e juntar de seguida vinho branco. Deixar cozinhar bem e servir com batas fritas ou arroz branco.


Norte, sul, agora vamos a centro, mais propriamente nas terras das Gafanhas, por ali os rojões são feitos na sua própria gordura sendo só temperados com sal, normalmente acompanhados com umas batatas cozidas com a pele , legumes cozidos ou uns bons grelos de nabos .Já lavai o tempo em que os mais antigos o faziam em lume de lenha numa caldeira de cobre, para que ficassem bem gostosos o lume tem que ser muito fraco para irem fritando lentamente. Uma coisa voz digo, tirar um rojão grumado da caldeira (meio frito) em cima de uma fatia de broa, é uma verdadeira delicia.

Geralmente faziam-se acuando da matança do porco. Com a chegada do inverno, chegava também a época da matança do porco por quase toda freguesia, pois com a chegada do frio era mais fácil conservar a carne (pouca gente tinha arcas congeladoras) nas típicas salgadeiras.
Também era vulgar depois de os rojões feitos e da caldeira limpa de todas as migalhas das carnes (apenas com a gordura derretida), fazer sal de unto. Um verdadeiro condimento imprescindível para quase toda a comida que se fazia antigamente, mas isso fica para a postagem seguinte, hoje vamos aos rojões que não tendo lume serão feitos mesmo numa caldeira normal e num fogão.


Ingredientes
300 gramas de toucinho de porco
2 quilos de carne de porco mista entre entremeada e pá

Sal grosso quanto baste (preferência marinho)


Preparação
Não tendo um bom borralho (lugar na cozinhas dos lavradores a onde sé acede o lume a lenha) e uma caldeira de cobre como manda a tradição, usaremos mesmo uma caldeira normal e feito num fogão (placa). Cortaremos o toucinho em pequenos pedaços e sem coirato e a restante carne em pedaços maiores (entre 4 a 5 centímetros cúbicos), tempera-se de sal. Leva-se a caldeira ao lume forte com uma pouca de água e o toucinho, quando a água ferver reduzir o lume para brando e introduzir as restantes carnes e o coirato. Mexer de vez em quando para não pegar, ter atenção de se o lume estiver forte reduza para mais baixo (tente ter uma temperatura que não frite muito a carne). Quando a carne começar a ficar dourada estará os rojões prontos, retire-os e se ainda houver toucinho por derreter deixa-se mais um pouco (nesta faze é quando sé fazem os torresmos), depois e só servir com o que mais voz apetece. No meu caso servi com batatas,cenoura, nabos e grelos cozidos


Bom Apetite


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Empadão de arroz com frango


Aqui esta uma boa maneira de reciclar alguns restos, principalmente depois de dias de festas na qual a muitas sobras. Vamos fazer um empadão que é muito confeccionando em Portugal, sendo também muito popular no Brasil. Normalmente é uma preparação feita no forno, em que se coloca um recheio, que pode ser de carne, frango, atum, bacalhau, etc. dentro duma massa de farinha de trigo ou entre camadas de purê de batata ou de arroz. 
Não tendo restos pode simplesmente cozer o frango só em água com sal e aproveitar a água para fazer o arroz, depois é só seguir a receita abaixo.

Ingredientes
400 gramas de sobras de frango cozido ou assado
300 gramas de arroz cozido
2 dentes de alho picado
1 cebola media picada
1 copo de vinho branco
1 folha de louro
2 tomates maduros sem pele e triturados
200 gramas de queijo mozarella em fatias

Chouriço de carne quanto baste
Bacon quanto baste
Azeite
Sal

tabasco



Preparação
Leve a refogar num tacho um pouco de azeite com a cebola, os alhos a folha de louro . Quando a cebola ficar transparente junte o frango desfiado e o triturado de tomate, deixe refogar um pouco e junte o vinho, tape e deixe apurar. Retifique o de sal e adicione tabasco a gosto, mexa bem e apague o lume, deixe repousar por uns minutos
Deite metade do arroz num tabuleiro de ir ao forno e cubra com o refogado de frango e sobre este as fatias de queijo, cubra com o restante arroz. Disponha por cima rodelas de chouriço e tiras de bacon, leve ao forno até ficar tostadinho. Sirva acompanhado de uma salada.

bom Apetite

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Sobrecoxas de frango recheadas e maças assadas

Sexta-feira chega-se tarde e não sabe o que fazer para o jantar, ao demais não sé deixou nada preparado. Vejamos, “abre-se o frigorifico, haver-haver”, tiramos bacon, sobrecoxas de frango e aquele queijinho bola Limiano (Com o seu aspecto tradicional e tosco, este queijo flamengo em Bola com o nome de Limiano é a referência da marca e é impossível de confundir esta iguaria dos Açores) que ainda esta por cortar, "ok batatas não há, mas tenho maças".
A maçã sempre foi uma importante fonte alimentícia em regiões de clima frio. Provavelmente, a macieira é a árvore cultivada há mais tempo pelo homem. É a espécie de fruta, à exceção dos cítricos, que pode ser conservada durante mais tempo, conservando boa parte de seu valor nutritivo. Entre varias espécies temos as maças verdes com certas propriedades medicinais ao nível dos mal-estares internos, é anti-inflamatória do aparelho digestivo; antiácida; antidiarreica e suavemente laxativa; diurética e depurativa; anticatarral em problemas de brônquios ou tosse, anticolinesterático, hipotensona, baixando a pressão sanguínea; sedativa, antitabagista (manter uma dieta com maçã verde ajuda a abandonar o vício do tabaco) e anticancerígena. Quem diria o que uma maçãzinha pode fazer. Fruto da Macieira (árvore) a maçã verde é uma das mais consumidas na qual podem-se consumir de varias maneiras.

Ingredientes Para 4 pessoas

4 maças verdes
4 sobrecoxas de frango
4 fatias de queijo Limiano 

(ou outro de sua preferência)
 4 fatias de Bacon
1 colher (das de sopa) de manteiga
Sal
Pimenta a gosto
Um fio de azeite












Preparação
Desosse as sobrecoxas tirando o osso tentado deixa-las o mais inteiras possível com a respectiva pele. Abre-as uma a uma e tempere de sal e pimenta a gosto coloque uma fatia de queijo e uma de Bacon em cada uma, enrole e prenda com um ou dois palitos. Num tabuleiro de ir ao forno disponha as sobrecoxas recheadas. Lave bem as maças e corte ao meio, retire os caroços e coloque no mesmo tabuleiro com a parte cortada para baixo, por cima das sobrecoxas deite um fio de azeite e por cima das maças coloque a manteiga. Leve ao forno pré-aquecido a 180º entre 30 a 45 minutos ou até estar tudo assado. Pode acompanhar com um arroz de cenoura ou branco

Bom Apetite

domingo, 4 de maio de 2014

Paella mista (reedição)


Ultimamente tenho visto por aqui na blogosfera muitos pratos de arroz e pensei que tal voltar a editar uma receita de paella, até por que foi uma das primeiras que editei.

O nome paella vem do latim "patella", (existem varias versões, mas acho que esta é a mais plausível) espécie de bandeja usada na Roma antiga, onde eram colocadas as oferendas aos deuses, em rituais de fecundação da terra. Daí o prato ser chamado paella devido à paellera uma espécie de frigideira (parecido com a bandeja romana) rasa e grande (diâmetro mínimo de 30 cm), com duas alças de ferro ou aço, onde são preparados vários pratos da culinária valenciana, como o arroz negro e o fideuá (Massas). O formato da paella favorece o cozimento do arroz por igual. Na comunidade valenciana assim como em toda Espanha associa a paella a um evento festivo. Devido a sua preparação laboriosa e a seus ingredientes serem de certa forma um luxo para a maioria da população, só quando havia uma festa, a paella era o prato escolhido. Tradicionalmente era cozida em um fogo à lenha, preferencialmente ao ar livre e normalmente preparado por homens.

De origem nos séculos XV e XVI, na região de Albufera (Valência), região de grandes arrozais e de grande produção de verduras frescas. Era feito pelos camponeses que partiam para o campo com a paellera que na hora do repasto com o arroz, azeite e sal, agregavam ingredientes da caça, legumes da estação e as sobras que possuíam. Normalmente sempre feita no fim da tarde.

Há diversas receitas, mas a autêntica paella valenciana é a união de vários alimentos característicos da região como o arroz, frango, coelho, pato e uma variedade de feijões verdes, tomate, azeite e açafrão (que dá a cor amarela característica do prato). Ocasionalmente pode se adicionar alcachofras e caracois, alguns também adicionam ervilhas. Com a difusão da paella pela costa, foram acrescentados certos mariscos, como choco, camarões, lulas, lagostins, amêijoas mexilhões, polvo, até tornando-o um prato misto (terra e mar).

Em suas diferentes variações, encontram-se ainda as paellas marinheiras (peixe e mariscos) e a paella negra com tinta de lula.

Ingredientes

6/8 pessoas
1 cebola
3 dentes de alho

1 cenoura
1 pimentão verde pequeno
1 pimentão vermelho pequeno
400 gramas de arroz bomba
300 gramas de frango aos pedacinhos
300 gramas de entrecosto aos pedacinhos
200 gramas de miolo de amêijoas
300 gramas de camarão cosido
200 gramas de ervilhas ou feijão verde pouco cozido
1 limão para enfeitar
sal
azeite
mexilhões com casca quanto baste
1 colher (das de sobremesa) de açafrão
uma pitada de tomilho,pimentão doce,pimenta negra,noz moscada, cravinho (querendo pode comprar uns pacotinhos de sazonador que já tem as misturas perfeitas para paella)


Preparação

Aqueça uma goleada de azeite numa paellera (não tendo uma paellera, pode usar uma frigideira muito grande). Ponha as carnes a alourar de 5 a 10 minutos, voltando de todos os lados. Tempere de sal e acrescente os alhos, a cebola, os pimentões picados e a cenoura ralada e aloure mais 5 minutos. Acrescente o arroz, mexa e ponha 100 cl água a ferver onde dissolveu as especiarias ou o sazonador, deixe cozer durante 10 minutos em lume forte,reduza para lume fraco acrescente as amêijoas e alguns camarões. Retifique o tempero de sal e continue a cozedura por mais 15 minutos acrescentando água  sé necessário, mexa frequentemente com uma colher de pau. A quem diga que uma boa paelha tem que pegar, por isso não sé pode mexer.

Quando estiver quase pronto (5 a 10 minutos antes) acrescente por cima as ervilhas e os mexilhões e os restantes camarões a tempo de tomarem gosto, enfeite com gomos de limão e sirva de imediato.





Bom apetite

sábado, 3 de maio de 2014

Torta de cacau e café

Mês de maio, começamos com uma receita bem doce. Maio é o quinto mês do calendário com 31 dias. O seu nome é derivado de uma deusa romana da fertilidade. Outra versão aponta a origem à deusa grega Maya. Mas o mais importante de tudo é que maio é o mês de Maria, mãe de Jesus, segundo a igreja católica.
E no 1º domingo de maio em Portugal celebra-se o dia da mãe, por isso nada melhor presente-ala com uma boa torta.

Ingredientes 

Para a massa
1 chávena (das de chá) de farinha
½ chávena (das de chá) de açúcar
2 colheres (das de sopa) bem cheias de cacau em pó
4 ovos
Papel vegetal quanto baste
Manteiga para untar quanto baste

Para o recheio
½ litro de leite
1 chávena (das de chá) de açúcar
1 colher (das de sopa) de farinha maisena
1 colher (das de sopa) rasa de manteiga
1 colher (das de sopa) de café solúvel
3 gemas de ovos
Cacau em pó quanto baste para polvilhar

Preparação
Primeiro fazemos o recheio, comece por ferver o leite, dissolva o café solúvel e reserve. Numa vasilha bata as gemas com o açúcar até obter uma gemada clara e volumosa, junta-lhe a farinha maisena e mexa. Em fio verta a mistura de leite nas gemada mexendo sempre, verta este preparado para um tacho, vai ao lume brando mexendo sempre até engrossar. Retire e misture a manteiga, deixe arrefecer.

Agora faça a massa, separe as claras das gemas. Bata as claras em castelo adicionando o açúcar aos poucos até ficarem firmes, deite as gemas nas claras e bata levemente ate ficar uma mistura clara e adiciona-lhe a farinha e o cacau peneirados, envolva tudo delicadamente. Verta a massa num tabuleiro forrado com o papel vegetal e barrado com manteiga, vai ao forno pré-aquecido a 180º graus entre 10 a 12 minutos. Desenforme sobre um pano e deixe arrefecer um pouco.

Montagem
Retire o papel vegetal e barre a massa com o recheio. Com a ajuda do pano enrole a torta e coloque numa travessa, guarde no frigorifico até servir. Antes de servi-la apare as pontas para ficarem certas e polvilhe com o cacau em pó, enfeite a gosto.



Bom apetite