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sábado, 30 de janeiro de 2016

One pot pasta, Tagliatelles negros à Zezão

One pot pasta esta de moda e na boca de toda a gente, uma panela ou um tacho onde os ingredientes em cru são cozinhados todos ao mesmo tempo.

Mas para falar sobre isso vamos até Puglia que fica ao sul da Itália, uma península estreita e comprida que se estende ao longo da costa do Adriático. Sendo a região mais oriental de Itália com paisagens de uma beleza encantadora formada por belas praias, vastas planícies, grandes campos com muitas áreas de montanha e aldeias de pescadores que hoje permanecem fiéis aos seus modos de vida tradicionais. Em toda Puglia reflete a cultura mediterrânica típica do sul, na qual da uma grande importância aos produtos frescos locais, com pratos simples que continuam tradicionais e humildes. A sua cozinha é um bom exemplo da cozinha pobre, uma cozinha tosca de gente do campo, com a simplicidade dos seus ingredientes. Nada diferente da cozinha das nossas avós ou tataravós que faziam suas comidas simples, com poucos ingredientes, nada de complicações, respeitando o pouco que tinham.

Então vieram os americanos, talvez perdidos por Itália, passaram por Puglia. Gostaram da ideia, adaptaram e levaram para o seu país. One pot pasta nome que Martha Stewart (apresentadora americana de um programa sobre cozinha e decoração) deu a técnica de preparar certos pratos em Puglia. Criou uma receita simples e fácil, sendo o mérito seu de torná-lo famoso por todo o mundo quando o apresentou no seu programa.

Como dizia eu a princípio a ideia é simples, basta ter um tacho largo ou uma frigideira (não pode ser antiaderente), coloca-se massa que mais gosta, ervas aromáticas, alimentos à gosto tipo: alho, cebola, tomate, brócolos, cogumelos, manjericão, espinafres, etc. Ou seja todos os ingredientes ao mesmo tempo, tempera-se de sal, um fio de azeite e cobre-se com água, vai ao lume mexendo de vez em quando e no fim é só ralar queijo por cima e já esta.

Assim temos o One pot pasta, na qual resulta um sabor incrível com uma cremosidade resultante de cozinhar a massa. Visto levar pouca água, sé reduzira ao cozer na qual resultara num molho aveludado com o sabor de todos os ingredientes, algo muito parecido com o que fazia as nossas avós. Uma coisa é certa é rápido, fácil e suja pouca louça.

Ingredientes
250 gramas de ninhos de tagliatelles negros
200 gramas de mexilhão em meia casca
200 gramas de camarão sem casca
200 gramas de tomate bem maduro ou tomates cherry

100 gramas de cebola
2 dentes de alhos
2 colheres (das de sopa) de azeite
Sal e pimenta a gosto
Água quanto baste
Manjericão quanto baste







Preparação
Num tacho largo ou uma frigideira em inox coloque a massa, junte os camarões, os mexilhões, os tomates cortado em rodelas bem finas (casso utilize tomate cherry basta corta-los ao meio), os dentes de alhos laminados e a cebola em Juliana bem finas. 
Tempere de sal e cubra todos os ingredientes com água e leve ao lume forte tapado até levantar fervura. 

Destape e deixe cozer em lume baixo mexendo de vez em quando, mas com cuidado para não partir a massa. Entre uns 10 ou 12 minuto a água terá evaporado, apague o lume e regue com o restante azeite, tempere de pimenta moída a gosto. Polvilhe com o manjericão fresco picado e sirva de imediato. 

Bom Apetite 





sábado, 23 de janeiro de 2016

Sopa da pedra

Sendo um prato típico da cozinha Ribatejana, mais propriamente de Almeirim, e fazendo parte da cozinha tradicional portuguesa na qual sé faz um pouco por todo o Portugal denominado por Sopa de feijão ou Caldo de feijão . A receita deste prato segundo reza a historia nasceu de uma lenda em que fala de um frade que andava a fazer um peditório.

Ao chegar a porta de um lavrador muito rico e que não lhe quis dar nada e como estava cheio de fome disse; “Vou fazer um caldinho de pedra “.
Pegou numa pedra e posse a limpar, os donos da casa acharam graça e pensaram que o frade estaria maluco e para rirem-se a custa dele resolveram acudir; “Se tivesse uma panela”

Deram-lhe uma panela na qual encheu de água e pós a pedra; “Se tivesse uma fogueira”.
Levaram o frade para dentro onde estava o lume acesso e pós a panela ao lume. 
Quando começa a água a ferver; “Com um pouco de toucinho o caldo ficava a primor”.
Deram-lhe o toucinho, deixou ferver e provou; “Esta um pouco insosso”
Deram-lhe sal; “Com um chouriço e que não ficava mal”.
Deram-lhe o chouriço que o padre pós na panela e todos pensavam que o frade estava mesmo maluco; “Com verduras e que isto ficava mesmo bom”.
Deram-lhe feijões, batatas, couves e cenoura, ma qual ele pós logo para a panela e deixou ferver bem.
Todos já estavam intrigados, pois a panela já fervia a varias horas e o caldo cheirava que era um regalo. Tirou a panela do lume, sentou-se a um canto e posse a comer todo consolado. Comeu e lambeu as beiças deixando no fundo da panela a pedra na qual os donos da casa perguntaram; “Então a pedra? ”.
Respondeu o frade; “ Fica para a próxima”.


A minha receita é muito simples, igual a da historia, quanto mais ingredientes porem mais rica ela fica. A pedra não e necessária, mas sim um pretexto para fazer esta rica sopa

Ingredientes
Pedra bem lavada (facultativo)
200 gramas de toucinho entremeado fresco
300 gramas de feijão encarnado
1 folha de louro
1 cebola grande descascada
1 dente de alho descascado
1 cenoura limpa
2 batatas grandes descascadas
1 cabeça de nabo descascado
1 molhe de couve portuguesa ou lombarda
1 ramo pequeno de coentros frescos
Flor de sal quanto baste

Preparação
Na véspera salgue a carne com a flor de sal e coloque o feijão de molho.
No dia numa panela grande coloque a pedra (não e necessário) com o feijão, a cebola cortada ao meio, o dente de alho inteiro, a folha de louro e o toucinho limpo do sal, cubra com água uns 3 centímetros a cima dos ingredientes e leve a cozer em lume médio entre 1 hora a 1 hora e ½. Quando o feijão estiver cozido , retire o toucinho e reserve, acrescente as couves lavadas e limpas em tiras largas, as batatas e o nabo as pedaços e a cenoura em rodelas, acrescente mais água sé necessário. Estando os legumes cozidos retifique o sal e acrescente os coentros picados e coloque o toucinho cortado em pequenos pedaços. Deixe apurar um pouco mais e sirva.

Nota:
Lembre-se que para tornar esta sopa mais rica na altura de cozer o feijão poderá cozer as outras carnes, retirando assim que estejam cozidas antes de acrescentar os legumes.
Os enchidos e fumados poderá cozera parte.
No fim junte todas as carnes cortadas a sopa.
Se utilizar uma panela de pressão poderá ganhar mais de uma hora de confecção.



Bom Apetite

Tosta de gamba e manga

Há coisas simples que simplesmente são verdadeiras maravilhas, e esta é uma delas. Ideal para um petisco ao fim de tarde ou até como entrada numa refeição mais bem elaborada. A sua simplicidade permite-nos maravilhar como um bom lanche ou entrar em um menu com toda sua beleza. Aqui deixo a receita por pessoa, bastando multiplicar pelos começais.

Ingredientes; por pessoa
1 fatia de pão de forma
1 gamba grande
1 colher (das de sopa) de iogurte natural

1 colher (das de chá) de maionese
1 colher (das de café) de mostarda
1 ou 2 fatias de manga
1 ramo de rúcula
Sal e pimenta a gosto




Preparação
Comece por cozer a gamba em água temperada com sal, deixe esfriar e descasque deixando a cabeça e o rabo.. Toste a fatia de pão e apare as côdeas, reserve. Misture o iogurte com a maionese e a mostarda, tempere de sal e pimenta e coloque por cima da tosta, acrescente a gamba e a manga. Enfeite com folhas de rúcula e salpique com pimenta moída na hora por cima e sirva.


Bom Apetite

domingo, 17 de janeiro de 2016

Lombo de porco no forno com peras

As vezes folheando uma revista ou zapeando nos blogs amigos, vemos uma receita que estala na cabeça para fazer algo parecido ou uma refeição similar. Foi o que aconteceu a 2 dias com um prato agridoce que vi e resolvi fazer um para este fim de semana. Agridoce??. Bem não sabe nada bem!!, pouco gostoso, isso porque talvez nunca tenhas provado. O problema esta em misturar frutos com carne e obter uma harmonia perfeita na qual teremos uma bomba de sabores. Destacamos que “Agri “ significa algo acido e quando comemos algo Agridoce sentimos a sua doçura com toques de acides, muitas pessoas não gostam porque ainda não encontraram um equilíbrio entre os sabores, na qual resulta em prazer. Alguns países tem pratos tradicionais de preparação agridoce, um deles é a china, especialmente com os molhos que depois misturam com as carne preparada a parte, sendo os países ocidentais que elaboram pratos com a preparação em conjunto dos produtos ao mesmo tempo.

Ingredientes
1 Kg de lombo de porco inteiro
125 gramas de abricoque secos
50 gramas de passas de uvas
30 gramas de avelãs
6 peras rocha
1 cebola
1 dente de alho
Azeite quanto baste
Sal e pimenta a gosto

Preparação
Descasca a cebola e o alho, depois de lavados corte e rodelas bem finas e coloque num tabuleiro de ir ao forno com as avelãs picadas, as passas e os abricoques, regue com um fio de azeite e vai ao forno pré-aquecido 180º durante 10 minutos. Abra o lambo com uma faca e tempere de sal e pimenta a gosto e espalhe o preparado de cebola com frutos por cima e enrole a carne e amarre com um fio de cozinha, reserve. Descasque as peras e corte pela metade sem as sementes. Num tabuleiro de ir ao forno coloque o lombo recheado ao centro com as peras a volta, regue com um fio de azeite e junte um copo de água, leve a assar no forno pré-aquecido 180º durante 1 hora aproximadamente, virando o lombo de vez em quando. Retire do forno e deixe repousar um pouco ante de retirar o fio de cozinha. Corte em rodelas e sirva com arroz Basmati.



Bom apetite

sábado, 9 de janeiro de 2016

Cozido à Portuguesa tradição renovada

Falar da origem do Cozido à Portuguesa e muito complicado e isto porque o cozido sendo um dos pratos mais tradicional da culinária portuguesa, não tem uma receita verdadeira. Ele varia de região para região de Portugal, até de freguesia para freguesia, consoante os ingredientes disponível entre verdura, legumes, carnes de porco, vaca e aves, enchidos e outros derivados, relatos mais antigos incluem castanhas, abobora e ervas aromática.

A sua origem especula-se de varias historias, uns acreditam que o cozido à portuguesa tem origem judaica. No Shabat os judeus não podem, dentre outras coisas, acender fogo e 
cozinhar. Então cozinhavam na véspera carnes e vegetais, que seriam consumidos após o pôr do sol do dia do descanso, sendo a inclusão ao cozido as carnes de porco já com costumes ibéricos. Outra tese baseia-se em heranças de terras espanholas, que o “cozido” foi herdado a partir de Castela, na qual consideram o “cozido” como um dos quatro pilares da cozinha espanhola. Tendo em conta que o nosso cozido é muito diferente do espanhol, assim como o de França com o “Pot-au-Feu”, Itália com o “Bollisto Misto”, na Bélgica o “Hochepot” ou na Holanda o “Hotspot”, enfim há cozidos por todo o mundo.

Outra teoria fala-noz que antigamente os mais pobres não possuíam muito dinheiro, como é óbvio, a solução passava por aproveitar as sobras, era por tudo numa panela e cozer até se apurar uma refeição com bastante consistência com fim de lhes dar energia e, provavelmente para aquecerem-se nos dias mais frios.

Voltando ao nosso delicioso cozido que o nosso Portugal tem á séculos, com o passar do tempo tem mudado a sua maneira de preparar, mas ao mesmo tempo contínua igual ao que sempre foi. Não nasci na Gafanha do Carmo, geograficamente nasci no Brasil, mas nas minhas veias corre sangue Carmense, de pais, avos, portanto posso dizer que na minha Gafana do Carmo o cozido era um prato de festas, um prato para reunir toda a família. Em tempos mais antigos em toda a casa Carmense tinham um caldeirão (panela grande) para fazer um bom cozido, que era feito ao borralho (zona da cozinha onde sé ascendia o lume) com uma chaminé onde ostentavam em varas os enchidos da ultima matança do porco.

Logo pela manha ascendia-se o lume, colocava-se o caldeirão com água onde ia colocando varias carnes de porco (entremeada, orelha, pés entrecosto) retiradas da salgadeira e dessalgado em água. Acrescentava-se também um bom pedaço de vaca e uma galinha bem gorda, as carnes eram colocadas segundo o seu tempo de cozedura, deixando as mais tenras para o final. Logo de seguida ponha-se o que a horta tinha, como batatas, cenouras cabeças de nabos e couves, etc. Alguns tinham uma bola de alumínio perfurada onde sé ponha o arroz para cozer no caldo. Por fim acrescentavam os enchidos (chouriça de carne, chouriça de sangue e alguma carne fumada sé a tinham) por cima das couves, assim era antigamente. Hoje em dia muito poucas cozinhas de lume existem e o cozido já e feito em cozinhas mais modernas com utensílios mais modernos, mas a sua essência continua a mesma e assim é um pouco por todo Portugal.













Ingredientes
150 gramas de toucinho fumado
1 chouriço de carne
1 chouriço de sangue(morcela)
1 chouriço de colorau
1 orelha de porco
1 pé de porco
100 gramas de toucinho fresco de porco
250 gramas de entrecosto de porco
300 gramas de aba de vaca
1/2 galinha
1 .1/2 kg de batatas
2 cabeças de nabos
1/2 kg de cenouras
1 cebola media
1 frasco de feijões brancos cozidos
uma braçada de couves Portuguesas
Sal grosso (se necessário)

Preparação
Doze horas antes tempere as carnes de porco cortadas em pedaços com o sal grosso.
Numa panela grande ponha as outras carnes cortadas em pedaços juntamente com as de porcos já lavadas do sal deixe cozer em lume médio. Num tacho a parte coza as couves com os chouriços e o toucinho fumado, reserve
Depois das carnes estarem cozidas retirar para outro recipiente, reserve e no caldo que sobra cozer as batatas, as cenouras e nabos previamente descascados, (se tiver uma bola de alumínio e a altura para cozer o arroz) quando estiver tudo cozido, juntar todas as carnes os enchidos com as couves durante 5 minutos para que aqueça e apure-se os sabores, retifique o sal. Escorrer o caldo e servir numa travessa bem grande com os legumes de um lado e as carnes de outro, por cima os chouriços aos pedaços e a um canto os feijões que foram a aquecer também no caldo do cozido ou o arroz feito na bola. O tempo estimado para fazer um bom cozido esta entre 3 a 4 horas. poderá ganhar mais da metade do tempo sé utilizar uma panela de pressão para as carnes seguindo o resto do processo com as verduras.


Bom Apetite