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domingo, 9 de março de 2014

O Bacalhau à Zezão (reedição)

Ontem começou o Masterchef Português, na qual eu sou um ficcionista deste tipo de programas. Comparando com o Masterchef Espanhol (pelo menos no inicio) ficou um pouquinha atrás das minhas expectativas, mas enfim outras culturas, tenho pena, pois acho que a gastronomia Portuguesa e uma das mais ricas e completas, bem pode ser que com o andamento da carruagem as coisas melhorem. Vendo o inicio pensei com qual prato concorreria para pode entrar no concurso depois de ser selecionado. Teria que ser um prato na qual eu domino, ou seja, inventado por mim, teria que utilizar um ingrediente magistral na gastronomia Portuguesa, o bacalhau. Daí pensei nada melhor que o meu bacalhauzinho, o “bacalhau à Zezão”, este foi o 1º prato que publiquei ou seja foi com este prato que nasceu este blog. Além do mais aproveito para reeditar esta receita que é feito com aquele oleosinho que eu tanto gosto e da um sabor excelente aos pratos, o “Azeite dendê.

O azeite dendê ou óleo de palma muito usado na culinária brasileira e Africana, produzido a partir do fruto de uma palmeira conhecida com nome de “dendenzeiro”, sendo rico em vitamina A e muito apreciado em pratos como caruru, acarajé, vatapá. Moamba,etc. Dá à comida sabor, cor e aroma peculiares com um toque tropical, sendo o 2º óleo mais produzido e consumido há mais de 5000 anos expandiu-se a partir do século XVI, coincidindo com o início dos tráficos de escravos entre a África e o Brasil.


Ingredientes:para 4 pessoas


4 lombos de bacalhau demolhado
200ml de leite de coco
2 ovos
1 lima (limão galego)
1 raminho de coentros
4 tomates bem maduros
150ml de maionese

1 kg de batatas para purê ou para fritar
200 gramas de camarão já descascados (reserve alguns com casca para decorar)
1 colher (das de sopa) de farinha maizena
azeite de oliva quanto baste
azeite dendê (óleo de palma refinado) quanto baste


Farinha de trigo quanto baste
farinha de Mandioca quanto baste
tabasco a gosto
leite de vaca quanto baste
sal quanto baste













Preparação
Ponha os camarões a marinar no sumo da lima, Entretanto entale o bacalhau no leite quente sem ferver, retire deixe arrefecer. Prepare o molho num tacho em lume médio ponha uma pouco de azeite de oliva e um pouco de azeite dendê, deixe aquecer até misturar as duas gorduras e acrescente os tomates triturados sem pele e sementes com os coentros picados, deixe levantar fervura e junte os camarões escorridos do sumo da lima, coloque tabasco a gosto e Tempere de sal, ferva mais um pouco e acrescente o leite de coco e engrosse um pouco com a farinha de maizena´(não muito), deixe repousar. A parte bata os dois ovos, passe o bacalhau por farinha de trigo, depois pelos ovos batidos e passe pela farinha de Mandioca, alourar numa frigideira com azeite de oliva com uma colher (das de sopa) de azeite dendê, coloque o bacalhau já frito no centro de uma travessa de ir ao forno com purê de batatas a volta,cubra o bacalhau com o molho (querendo pode substituir o puré por batatas cortada as rodelas entalada no azeite) e por cima coloque a maionese, enfeite com tiras de pimentão ou camarões cozidos inteiros vai ao forno a gratinar.E uma delicia.



Bom Apetite

sábado, 8 de março de 2014

Risotto de açafrão com coelho

O Risotto é um prato típico da cozinha italiana, preparado com o arroz arbório, uma variedade de arroz cultivado na cidade de Arbório, Vale do Pó Itália, daí vem o nome deste arroz que quando cozido, os grãos tornam-se firmes e cremosos mas mastigáveis, com um sabor próprio que combina bem com outros sabores, muito usado na confecção de risottos e do arroz-doce. Para preparar um risotto (que significa arrozinho) basta fritar levemente cebola picada com arroz em manteiga, adiciona-se gradualmente um caldo (de carne, legumes ou de outros ingredientes), até o arroz estar cozido e não poder absorver mais líquido.
A receita original de risoto nasceu em 1574, com o nome de “risotto Allá milanese”, conta a historia que durante a construção da catedral “Duano di Milano” na qual acudiram trabalhadores de toda a Europa, ficando a encargo de alguns dos vitrais a um mestre belga que tinha um promissor aluno com habilidade para misturar cores. Seu segredo era misturar um pouco de açafrão quando o vidro estivesse pronto. Seu mestre sabia da paixão de seu mais prospero aluno por açafrão, e gostava de irrita-lo dizendo que se ele continuasse com essa mania qualquer dia iria acabar colocando açafrão no arroz. Um dia o aluno decide aplicar um truque no seu mestre: A filha deste iria casar-se e o aluno subornou o cozinheiro para que coloca-se no arroz um pouco de açafrão. Todos convidados quando viram aquele arroz amarelo ficaram surpresos e espantados. Um teve a coragem de experimentar, depois outro e mais outro e todos adoraram surgindo assim esta receita de risotto que um pouco por todo o mundo vai alterando-se segundo a culinária do país.


Ingredientes
1 coelho
100 gramas de chouriço de carne
250 gramas de arroz arbóreo
100 gramas de queijo parmesão 
1 colher (das de sobremesa) de açafrão em pó
1 cebola
1 copo de vinho branco
Azeite quanto baste
Sal quanto baste
Pimenta a gosto
Coentros frescos (facultativo)



Preparação
Limpe e lave o coelho (rejeite a cabeça, gorduras e as pontas das patas) e corte em pedaços. Num tacho com o fundo coberto de azeite doure o coelho de todos os lados, acrescente o alho e a cebola picada, frite ate ficar mole adiciona o vinho, deixe evaporar o álcool e mexa, coloque o açafrão e mexa, acrescente água até cobrir toda a carne e tempere de sal e pimenta. Deixe cozer em lume médio até o coelho estar o cozido, acrescente mais sé achar necessário. Quando o coelho estiver pronto retire para um pirex de ir ao forno, reserve. No mesmo tacho acrescente o arroz e deixe fritar um pouco, vá acrescentando água quente aos poucos, uma concha de cada vez, sem que essa cubra todo o arroz, e mexa até evaporar por completo. Faça isso até que o arroz esteja cozido, verifique o ponto de sal e misture o queijo, verta para cima do coelho e espalhe todo o arroz até o cobrir. Enfeite com o chouriço as rodelas e leve ao forno 200ºC uns minutos (pouco) para secar um pouco. Sirva salpicado com coentros frescos picado.

Bom Apetite

domingo, 2 de março de 2014

Costeleta gratinada com ovo a cavalo

Domingo de Carnaval, tempo frio, nem apetece-me sair de casa. Vai-se para a cozinha, ¿o que vamos fazer hoje?, um pouco complicado quando sé tem muitas coisas na cabeça. Mas hoje bateu aquela preguiça de não fazer nada (penso que isso aumenta com a idade), só ascender a lareira, ler um bom livro ou mesmo só encostar-se no sofá. Bem mas à que fazer algo para comer, tem que ser bem simples e rápido. Abro o frigorífico é vejamos, chuleta de cerdo ibérico, ovos, queijo mozarella, tomates e mãos a obra.
 
Ingredientes; por pessoa
1 Costeleta de porco (do cachaço)
1 ovo
50 gramas de queijo mozarella ralado
1 dente pequeno de alho laminado
2 tomates
2 rodelas de cebola bem finas
1 colher (das de café) de oréganos secos
Azeite quanto beste
Vinagre quanto baste
Pimenta a gosto sal ao paladar




Preparação
Com os tomates cortado em gomos e a cebola faça uma salada, tempere de azeite, sal, vinagre e os oréganos, reserve. Numa chapa de grelhar coloque um fio de (pouco, o suficiente para engordurar a chapa) azeite e o alho laminado, aqueça e grelhe a costeleta dos dois lados, tempere de sal e pimenta ao paladar e retire para uma base refretaria e polvilhe com o queijo, reserve. Na mesma chapa aproveitando o calor abra um ovo e quando estiver meio frito retire e sobreponha por cima do queijo na costeleta, leve ao forno para gratinar. Reire e tempere o ovo de (de preferência moída na hora) sal e pimenta, sirva com a salada de tomates.

Bom apetite

sábado, 1 de março de 2014

Meu doce da avó

Tá na hora de publicar uma coisinha doce, sendo assim vamos começar este mês com um docinho que nos faz tirar o chapéu. O doce da avó, um doce com uma variante enorme de receitas (eu sigo uma que aprendi a alguns anos), umas mais simples outras mais requintadas, mas sempre com um ingrediente comum entre todas, o leite condensado.

O leite condensado é basicamente o leite de vaca na qual é extraído a água, adicionado o açúcar, resultado um produto espesso e doce. Pode ser armazenado por vários anos sem refrigeração até à sua abertura. Sendo muito apreciado no século XIX e início do século XX como alimento infantil, e antes da 1ª guerra mundial como fonte alternativa ao leite fresco. Na década de 1940, devido a escassez de açúcar "in natura", o leite condensado enlatado se populariza principalmente como ingrediente para a confecção de sobremesas um pouco pelo mundo inteiro. 
Teve a sua origem em França no ano de 1828 na qual o inventor chamado Malbec baseado numas experiências feitas por outro Frances (Nicolas Appert 1820) cria o leite condensado a partir de leite fresco de vaca, um sucesso total  espalhando-se por toda a Europa.
Gail Borden leva a receita para a America em 1853, sendo só patenteada a receita em 1856, atingindo um grande sucesso  em 1861 graças a guerra civil americana. Nessa altura o leite condensado só era preparado conforme as necessidades e com fechas curtas de armazenamento. 
O leite condensado que nos conhecemos nas latinhas foi graças ao suíço J. B. Meyenberg que em 1880 aprimorou o método de fabricação do leite condensado ao utilizar um sistema de esterilização em  que elevava o leite a temperatura de 120ªC num recipiente fechado sob alta pressão, começando a sua comercialização em latas. Só em 1884, Meyenberg consegue patentear esse sistema e depois emigra para a America em 1885 promovendo a criação de fábricas de leite condensado enlatado.É assim chegamos aos dia de hoje com essa maravilha que tanto nos ajuda na confecção de sobremesas.

Ingredientes
6 dl de natas frias
2 latas de leite condensado
100 gramas de bolachas Maria torradas (esmagadas)
Doce de ovos quanto baste

Preparação
Batas as natas em neve, junte o leite condensado lentamente envolvendo bem com a ajuda de uma vara de arames. Distribua o creme por taças individuais (entre 6 a 8 porções, dependendo do tamanho), polvilhe com a bolacha esmagas e verta por cima o doce de ovos. 
Esta é a base do doce da avó eu normalmente decoro com um pouco de bolacha e uma fruta cristalizada (gosto de usar o figo), na falta pode usar uma compota ou geleia. Aqui usei geleia caseira de fruto silvestres.

Para fazer doce de  ovos basta levar ao lume baixo 150 gramas de açúcar com 150 gramas de água e uma casca de limão, deixar cozer até virar uma calda ligeiramente grossa, retira-se do lume e rejeite a casca de limão, deixa-se arrefecer bem. Bata 6 gemas e adicione lentamente  a calda sem parar de mexer, sé necessário levar novamente ao lume baixo para engrossar um pouco, utilizar depois de frio.


Bom Apetite

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Restaurant El Solá

Esta publicação não serve de uma referencia gastronômica, simplesmente fui ai comi e gostei. De vez em quando gosto de ir por ai com a família a comer fora de casa, portanto esta é a minha opinião.



Comer fora de casa hoje em dia esta a tornar-se um habito para muitas pessoas, na maioria por questões de trabalho e pode-se dizer que 70% de algumas pessoas fazem refeições fora de casa. Dada a variedade de oferta de menus em muitos restaurantes podemos escolher uma refeição equilibrada e saudável, mas a que saber escolher e combinar os pratos.





Desta vez voltei a Canillo para um jantar
num dos restaurantes mais emblemáticos 
da zona pela sua boa relação preço/qualidade,
situado bem no centro de Canillo, 
junto ao Palau de gel (palácio de gelo)
 o restaurante El Solá que esta unido 
ao Aparte-hotel Llempo. Com uma esplanada
 superior na parte de cima e uma 
vista esplêndida sobre parte da cidade.


Aqui encontramos uma cozinha de raízes portuguesas com influência espanhola e um toque da francesa, na qual o seu empenho e que o cliente saia daqui satisfeito com a refeição, pratos bem elaborados e simples, nada de grandes decorações, com boa qualidade e quantidade, 
enfim a atenção esta toda virada para que saias dai o mais satisfeito possível. 

Por ser um dia a noite (sexta-feira) encontramos a sala totalmente cheia, na qual  houve um ligeiro atraso no serviço, mas logo recompensado com umas entradas que logo começou a deixar-nos a gosto.

























Com uma carta de vinhos modesta, mas de boa qualidade começamos com vinho branco verde de Monção (Portugal)para degustar as entradas, seguindo de um tinto (Espanha)com paladar a frutos silvestres e baunilha com um elegante toque de cacao/chocolate na boca, um vinho guloso para uma boa refeição.













Entre uma grande variedade de grelhados na brasa (carne ou Peixe) optamos por uma espetada de frango, um bacalhau tipo a lagareiro, lombo de vaca (solomillo) e costeleta de boi (chuleton), na qual deixou-nos sem apetite para a sobremesa, que se tratava de uma riquíssima tarte de morangos. 
Satisfação total na qual só mesmo no final um bom cafezinho português e como uma imagem vale por mil palavras aqui deixo mais algumas.

Bom apetite





















domingo, 16 de fevereiro de 2014

Molho à bolonhesa com rigatoni



Porque hoje é domingo e como um  bom brasileiro é dia de macarronada, sendo assim aproveito para falar um pouco do molho à bolonhesa, um clássico da cozinha Italiana o molho à bolonhesa ou bolognese, como também é conhecido. Muito usado para massas (especialmente nos tagliatelle ou spaghetti ) e na polenta típica italiana. Quando acompanha um prato o nome de "à Bolognese" (bolonhesa) aparece para dar determinação ao prato. Este molho muito provavelmente originário de regiões perto de Bolonha, ai conhecido com o nome de ragu, uma deformação do (ragout) francês. Sabe-se que em 1982, a Academia Italiana de Cozinha da Bolonha através de um despacho da Câmera do Comercio da Agricultura e Industria Italiana, declara o molho bolonhês (ragù bolognese) parte do artesanato da Bolonha, tornando um prato típico e oficial a fim de garantir a continuidade e o respeito pela tradição da culinária bolonhesa na Itália e no mundo. O povo de Bolonha tradicionalmente utiliza este molho para incrementar outras receitas como os famosos tagliatelles fresco (tagliatelle alla bolognese) assim como para a polenta ou o nhoque. Também servido com rigatoni ou usado como recheio de lasanha ou canelone, mas com menos tradição. Fora da Itália é muito conhecido em restaurantes italianos, os espaguete à bolonhesa (Spaghetti alla Bolognese ), que se tornou um dos mais populares pratos italianos.Como principais ingredientes temos a carne picada de vaca ou porco, cenoura, aipo, salsa, cebola e tomate maduro. Sendo que, ao passar dos anos as receitas vão ganhando outros ingredientes como pimentão, alho, vinho tinto ou branco, ervas e varias especiarias, tudo para incrementar o seu sabor na qual vai ao encontro do paladar das receitas espalhadas pelo mundo.

Ingredientes
400 gramas de carne picada ( de vaca ou porco ou misturado )
100 gramas de tomate maduro sem pele triturado ( ou em lata )

100 gramas de massa de tomate
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 pé de salsa picada
1 folha de louro
1 colher (das de café)de colorau
½ copo de vinho branco
Sal
Azeite
tabasco

Preparação
Numa sertã ponha uma pouco de azeite com a cebola, o alho, a salsa com a folha do louro sem o pezinho, refogar e acrescente os tomates triturados e o colorau, levante fervura e acrescente o vinho branco, deixe ferver até evaporar o alcoo e adicione a carne picada, deixe cozer mexendo sempre, acrescente a massa de tomate e tempere com sal e tabasco agosto levante fervura e apague o lume, abafe com o texto uns 5 minutos para apurar. Pode servir com qualquer tipo de massa sendo as mais famosas os tagliatlles ou spaghetti ou então com regatoni (macarrão riscado) como foi o meu caso.
Ponha bastante água a ferver temperada de sal e coza 350 gramas de rigatonis à lá dente (entre 10 a 12 minutos ), escorra e sirva com o molho bolonhês por cima salpicado com parmesão ralado.

Bom Apetite

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Cachitos

Ontem foi dia de jantar fora, (mais um restaurante que brevemente publicarei) e sabe como é, boa comida, boa farra e hoje não apetece fazer nada. Então veio-me a cabeça de quando era mais novo e andava a noite toda com a malta e acabávamos sempre numa padaria da Barra a comer cachitos.
Quem não conhece os famosos cachitos de muitas padarias lusas venezuelanas espalhadas por todo Portugal, um cachito com suco de laranja é um pequeno almoço perfeito para começar o dia. Assim tínhamos esses pãezinhos quentes e recheados à nossa disposição todos os dias. Mas fora de Portugal não sé encontra tais iguarias na padaria local. Pensando na-aqueles portugueses que estão fora e sentem saudades de um cachito, resolvi publicar uma receita de cachitos a que muitos portugueses apaixonou, alem de ser fácil é rápido de fazer. Nas receitas que tenho aqui, tidas como autenticas de Venezuela, usa-se presunto e bacon, os portugueses simplificaram as coisas usando fiambre e bacon.

Ingredientes
500 gramas de farinha de trigo
½ colher (das de chá) de sal
50 gramas de açúcar
25 gramas de fermento padeiro fresco
50 gramas de manteiga
1 colher (das de chá) de queijo cheddar ralado
1 ovo
250 gramas de fiambre cortado em tiras
150 gramas de bacon cortado em tiras
1 colher (das de sopa) de manteiga

Preparação
Numa tigela comece por misturar o fiambre e o bacon com a colher de manteiga, reserve. Numa mesa ou na pedra da banca da cozinha, ponha a farinha em uma coroa e no centro adicione o açúcar, o sal, o fermento e a manteiga, misture tudo com as mãos e misture lentamente água morna aos poucos, siga misturando e amassando e acrescente o queijo. Siga amassando durante 10 minutos ou até obter uma massa lisa e elástica. Deixe descansar coberta com um pano limpo e úmido durante uns 30 minutos.
Uma vez passado os 30 minutos, amasse novamente e corte em pedaços de cerca de 50 gramas cada, com um rolo esticar  a massa e cortar em triângulos mais o menos iguais, reserve em uma superfície enfarinhada.
Quando todos os triângulos estiverem feitos comece a rechear do lado grande, feche o recheio e cobrir bem as pontas para dentro, role com a ponta restante do triângulo rolando bem. Dê forma crescente e coloque em um tabuleiro untado. Leve ao forno Preaquecido 250ºC até atingirem o dobro de tamanho, pintá-los com o ovo batido e deixe no forno até dourar.


Bom Apetite

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Hambúrguer à Zezão

Hoje é o dia dos namorados e dando uma volta pela net, vi que as sugestões para este dia são muitas, principalmente nos blogs de culinária. Fiquem descansado que não vou publicar mais uma receita especial para este dia, mas sim dizer que o importante não e a receita em si, mas sim a maneira de a fazer, seja uma receita ou um presente tem que ser feito ou dado com amor, carinho e paixão, isto sim é um grande presente. nem que seja um simples hambúrguer que muitas vezes é um verdadeiro capricho. 
E as vezes temos que noz dar a esse capricho, comer uma boa hamburguesa, só que em vez de ir comer fora de casa prefiro fazer eu mesmo que alem de ser feito com amor e carinho, e mais barato e a qualidade e outra. Já aqui falei da origem do hambúrguer, na qual fiz uma receita alemã. Hoje a receita e bem mais simples, bem deixamos de conversa e vamos ao pecado, na hora de a comer ou quem sabe mais tarde com paixão.




Ingredientes, para 4 hamburguesas
400 gramas de carne de boi picada de 1ª qualidade
1 cebola media bem picada
1 ramo de salsa bem picadinha
1/2 colher (das de café) de noz moscada
Sal ao paladar e pimenta a gosto

Preparação
Num recipiente misture bem a carne com a cebola, a salsa e a noz moscada,  tempere de sal e pimenta (moída na hora)a gosto e deixe repousar no frigorifico pelo menos uns 15 minutos.
Com as mãos molhadas em água fria divida a carne em 4 partes igual (doze aconselhada), fazer bolas redondas e achata-las entre 1.5 a 2 cm tentando fazer um molde redondo com um buraco ao meio tipo um donuts. Levar ao frigorifico por mais uns 15 minutos para ficar bem frias.












Elaboração e montagem
Tenha a mão alface tracejada, cebola e queijo cheddar.
 4 pães para hambúrguer (não podendo fazer opte por comprar os de uma padaria, são sempre melhores que os de pacote)
Aqueça uma chapa de grelhar ou uma frigideira propiá para hambúrguer com um pouco de manteiga e grelhe os hamburguês a gosto disponha em cima da parte de baixo do pão, em cima ponha o queijo, alface, tomate a cebola as rodelas bem finas, acrescente ketchup ou maionese se o desejar. Acompanhe com umas boas batatas fritas caseiras.


Bom apetite

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Arroz de Pato com laranja


¡Como eu adoro arroz!
Já aqui falei muito desse cereal, mas penso nunca e mal falar mais um pouco. Arroz (em árabe أرز , Ar- Ruzz ) é a semente da planta Oryza sativa. Considerado um alimento básico em muitas culturas culinárias (especialmente asiáticos ), bem como em lugares da América latina.
Atualmente o arroz é o segundo cereal mais produzido no mundo, depois do milho, podemos dizer que é o arroz o mais importante grão na alimentação humana e contribui de forma muito eficaz para a ingestão calórica da dieta humana de forma atual, sendo uma fonte de um quinto da calorias consumidas no mundo. Desde 2008, tem havido um racionamento em alguns países devido ao alto custo de arroz. Sua origem é controversa entre os pesquisadores, pois uns dizem ser originário da Ásia ou China, outros da Índia. Hoje em dia muito usado em todo o mundo, na qual sem o arroz não podia existir certos pratos característicos, tipo Paella, Arroz de marisco, etc. Assim temos também o arroz de pato um prato típico da gastronomia do norte de Portugal, mais propriamente do coração do Minho, a cidade de Braga com uma gastronomia muito riquíssima, mas na qual o arroz de pato não fica atrás. Assim hoje vamos fazer um arroz de pato, mas incrementar com o sabor das laranjas fazendo lembrar-noz o célebre pato com laranja da gastronomia francesa.

Ingredientes
1 pato
1 chouriço de carne (vermelho)
350 gramas de arroz agulha
3 laranjas
2 cebolas
1 cenoura
2 folhas de louro
1 ramo de salsa
1 malagueta
4 dentes de alho
1 colher (das de chá) de açafrão
Azeite quanto baste
Sal quanto baste
Pimenta a gosto

Preparação
Depois de limpo coza o pato em uma panela de pressão cerca de 35 minutos, em água temperada de sal, pimenta com a laranja e a cebola inteira, a malagueta e o ramo de salsa atado ao louro. A parte refogue a outra cebola e os alhos picados num pouco de azeite, junta-lhe a cenoura e o chouriço ambos as rodelas. Adicione o açafrão e regue com 8dl do caldo de cozer o pato, deixe cozer por 10 minutos. Junte o arroz retifique os temperos e deixe cozinhar em lume brando por mais 10 minutos com o tacho tapado. Entretanto escolha a carne do pato rejeitando a pele e os ossos. Desfie a carne e junte com o arroz, inclua um pouco de salsa picada e disponha numa travessa e leve ao forno uns 10 minutos. Retire do forno e enfeite com rodelas de laranja a volta, sirva de imediato.


Bom apetite

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Pudim de Frutos secos

Nem sempre as coisas correm bem na cozinha, mas mesmo assim este pudim ficou uma maravilha e teve honras de ser publicado. Foi o que passou no Natal, 1º usei uma forma muito larga e baixa,  2º deixei ficar um pouquinho mais no forno e ficou passado, mas mesmo assim estava uma delicia. Este pudim de frutos secos vem provar que existe um mundo de utilização para os mesmos. Os frutos secos são assim chamados porque todos eles têm uma coisa em comum: em sua composição natural (sem manipulação humana) têm menos uma media de 50% de água. São alimentos altamente energéticos muito ricos em gordura, proteínas. Dependendo do tipo, pode também fornecer boas quantidades de vitaminas (especialmente do grupo B) ou Omega 3 (poli-insaturado) e ácidos gordos. Hoje em dia usasse muito na Gastronomia, um exemplo simples é geralmente em saladas, onde acompanha legumes e lanches servidos em alguns países. Muito usado na cozinha persa e em sobremesas aromáticas da culinária árabe. É muito importante dizer que os frutos secos podem desencadear reações alérgicas em pessoas sensíveis, para que essas pessoas devem evitar consumir (principalmente amendoins, amêndoas, nozes, castanhas ou avelãs). Eles também tendem a produzir fermentação no intestino, causando flatulência. Portanto a que ter um certo cuidado quanto ao seu consumo.

Ingredientes
350 gramas de açúcar
7 dl de leite
1 pau de canela
1 casca de limão
8 ovos + 4 gemas
50 gramas de sultanas claras
70 gramas de ameixas pretas sem caroço
50 gramas de pinhões
50 gramas de amêndoas palitadas
70 gramas de nozes
50 gramas de avelãs

Preparação
Faça um caramelo com 150 gramas do açúcar 1 ou 2 (sopa) colheres de água. Caramelize uma forma de pudim e deixe arrefecer. Ferva o leite com o restante açúcar, o pau de canela e a casca de limão. Retire do lume, deixe arrefecer e rejeite o pau de canela e a casca de limão.
Bata ligeiramente os ovos com as 4 gemas e junte o leite em fio mexendo sempre. Junte os frutos secos, sendo as sultanas e as ameixas picadas e os restantes frutos ligeiramente partidos, mexa tudo delicada mente. Verta o preparado para a forma caramelizada e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC em banho-maria aproximadamente 40 minutos. Verifique a cozedura com um palito e retire do forno, deixe arrefecer e desenforme com cuidado.


Bom apetite


"Aqui uma foto de um outro pudim, já feito numa forma mais pequena e alta na qual não se deixou passar muito tempo"

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Peru no forno com morcela,bacon e maças

Antigamente no século XVI acreditava-se que o nome Peru (ave) tinha a sua origem no topônimo do país “Perú”, por acreditar-se que era dali que se exportava a ave, a fama do Peru era tal que os portugueses dessa época denominavam a America espanhola.
Sendo uma ave de grande porte, tanto o macho como a fêmea tem a cabeça e o pescoço descoberto de penas. Geralmente suas penas tem coloração preta, castanha ou mais clara. O macho possui um apêndice carnoso sob o bico que sé da pelo nome de carúnculas. Podem chegar até 1,20 m de altura.
Originário da América do Norte, levado para a Europa no ano de 1511, sendo selvagem foi domesticado pelos mexicanos há mais de mil anos. Em estado selvagem podem viver em grupos de 20 aves em lugares próximos a árvores. No seu estado selvagem podem pesar de 8 a 10 kg o macho e de 4 a 5 a fêmea, sendo domesticados podem chegar a pesar mais de 15 kg.
Para cortejar uma fêmea o macho atrai-a com um som característico e levanta suas plumas da cauda. Normalmente a fêmea põe de 8 a 15 ovos num ninho, incubando de 25 a 30 dias, ao nascer os filhotes alimentam-se por sua própria conta, sempre com a proteção da mãe.
Já lá vai o tempo que algumas pessoas o tinham em seu curral, pois atualmente a criação de peru doméstico é uma indústria de grande escala, sendo mais fácil ir compra-lo a um talho. Seja qual for o seu destino, compre sempre aves novas, tendo especial atenção ao verificar se as patas e a crista são bem lisas, especialmente a crista se esta bem vermelha. Se as patas forem duras e ásperas é sinal de velhice e se a crista não for bem vermelha, é porque a ave não é saudável. Hoje em dia o peru assado tornou-se um dos pratos preferidos no Natal um pouco por todo o mundo, em especial no Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos.

Hoje nesta receita que voz deixo, vamos revesti-lo com o bacon e a morcela ( neste caso usei o chouriço preto de Quiaios, uma espécie de morcela com carne e especiarias Veja aqui ) recheado com as maças.

Ingredientes
1 peru entre 3 a 3.5 kg
1 boa morcela cortada em rodelas de 0.5cm
150 gramas de bacon fatiado
1 limão
1 copo de vinho branco
2 a 3 maças (sua preferência)
1 alho-francês grande
Batatas para assar quanto baste
Sal quanto baste
Azeite quanto baste
Pimenta a gosto



Preparação
Lave bem o peru e retira-lhe o excesso de gorduras, limpe as pernas das córneas deixando a ponta do osso à vista e cubra com papel prateado. Separe cuidadosamente a pele da carne passando a mão entre elas, tente separar tudo deixando apenas a zona das costas e assas.
Introduza as rodelas de morcela por baixo da pele deixando a zona do peito para colocar o bacon, tempere o interior com sal e pimenta a gosto e junte-lhe o limão em gomos e as maças cortadas ao meio. Ate as pernas com fio de cozinha, coloque-o num tabuleiro, regue com
um pouco de azeite e o vinho. Leve-o ao forno preaquecido a 180ºC cerca de uma hora regando de vez em quando com o próprio molho, disponha as batatas a volta do peru e volta ao forno mais 30 minutos, volte a retirar o tabuleiro e junta-lhe o alho-francês aos cortado aos pedaços. Volta ao forno por mais uns 30 minutos, mexendo o tabuleiro de vez em quando regando o assado com o próprio molho, se necessário deixe mais uns minutos e cubra com papel prateado para não tostar muito. Retire do forno e leve-o a mesa, querendo pode acompanhar com um arroz branco.


Bom apetite

domingo, 26 de janeiro de 2014

Massa à Singapura com Guacamole

Como já tinha dito ( Aqui), nunca tinham imaginado um prato como este. Hoje em dia a massa levou todos os países do mundo para novos percursos culinários, e nunca mais foi a mesma desde que saiu da china, servi-la somente com molhos de tomate ou cremes já esta limitado. Hoje vamos incrementar este prato asiático de Singapura com uma das massas mais antigas que se tem conhecimento, o tagliatelle com guacamole.
Já a muito tempo que queria publicar esta receita mexicana que é um molho da cozinha mexicana feito de abacate, basta basicamente misturar o abacate com cebola e pimenta verde até que fique uma massa uniforme, assim teremos uma das receitas mais simples do guacamole. Sendo uma iguaria típica da culinária mexicana que pode ser servida com uma grande variedade de pratos.
É basicamente um purê de abacate bem temperado, que funciona como um complemento, tendo sido exportado para todas as partes do mundo onde existe comida mexicana, muitas vezes alterada de acordo com os gostos locais.
O nome "Guacamole" com origens indígenas: "Ahuacatl" (abacate) e "mole" (um nome genérico para molho), embora o verdadeiro mole seja totalmente diferente, levando na sua composição chocolate.

Ingredientes; Guacamole
2 abacates
40 gramas de cebola
80 gramas de tomate
1 malagueta picante (facultativo)
1/2 limão (ou lima)
1 lata de atum ao natural
Algumas folhas de coentro fresco
Sal

Preparação
Abrir os abacates ao meio e retirar toda polpa, pisar ligeiramente com um garfo e salpicar com o sumo de limão, reserve. A parte pique a cebola, o tomate sem apele e as sementes e malagueta o mais picada possível (se não quiser muito picante use umas gotas de tabasco para temperar a gosto). Junte ao atum depois de escorrido e esfarelado, misture com o purê de abacate temperando de sal e coentros picados, sirva como acompanhamento enfeitado com um camarão.

Ingrediente; para massa
400 gramas de Tagliatelles
400 gramas de lombo de porco cortado aos cubinhos de 1.5 cm
300 gramas de camarões
100 gramas de pimentão vermelho picado
100 gramas de aipo picado
1 cebola media picada
1 dente de alho bem picadinho
3 colheres (de sopa) de molho de soja
2 colheres (de sopa) de jerês ou um vinho branco seco


1 colher (de sopa) de mel
1 colher (de chá) de colorau
2 colheres (de chá) de caril
½ chávena (de chá) de óleo de amendoim
Sal que baste
Tabasco a gosto ou piripri


Preparação
Junte o molho de soja, o jerês, o mel, o alho e o colorau, ponha a carne numa tigela e verta a mistura por cima, deixe repousar por 2 horas. Entretanto coza os camarões em água quente temperada de sal, reserve a água cuada e deixe os camarões esfriar para retirar a casca e as barbatanas ( deixando a cabeça e pontinha do rabo). Num tacho coza a massa na água de cozer os camarões, escorra e guarde quente. Numa frigideira grande (tipo Work) aqueça o óleo e frite os camarões levemente, retire e frite a carne. Reduza para lume boixo, tempere de sal e tabasco a gosto e junte os legumes e os camarões, frite mais 5 minutos, apague o lume e junte a massa, polvilhe com o caril e misture. Sirva quente.


Bom Apetite

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Quatro



A quem diga que uma imagem vale por mil palavras, pois esta imagem é só uma parte de um milhão daquilo que queria escrever para agradecer.


Obrigado


Bom apetite

domingo, 19 de janeiro de 2014

Bacalhau com amêijoas em tomatada de Manjericão

Ai este belo bacalhauzinho, o nosso fiel amigo (como dizia os mais antigos) sendo verdadeiro produz iguarias de nascer água na boca. Em certos lugares é muito comum colocarem à venda peixes semelhantes ao bacalhau, quando na verdade não o são. O bacalhau verdadeiro é largo e alto, com lombos bem grossos, seu rabo possui cor uniforme e bordas brancas, a cor de seu corpo tem que ser puramente branca. Quando os peixes são mais amarelados, não são do verdadeiro bacalhau, mas sim de uma outra espécie muito parecido, como por exemplo o Arinca.

Sendo os Portugueses especialistas em bacalhau salgado a que ter em conta o tempo certo para o dessalgue que deve ser feito considerando-se o peso. Para postas, e dependendo do tamanho delas, dessalga-se pondo o bacalhau dentro de água fria com a pele para cima entre 24 e 48 horas, trocando a água regularmente. Para bacalhau desfiado, deve-se dessalgar por 6 horas.O dessalgue deve ser feito num lugar muito fresco ou no frigorifico, tendo o cuidado de erguer as postas do fundo do recipiente para escorrer o sal.



Ingredientes
500 gramas de lombo de bacalhau salgado (já demolhados)
250 gramas de amêijoas
2 ou 3 tomates com rama maduros
500 gramas de batatas para cozer
800 gramas de feijão verde fino ou grelos de couve
1 ramo de manjericão
Noz moscada quanto baste
1/2 copo de vinho branco
Sal e pimenta a gosto
Azeitonas pretas para decorar




Preparação
Descasque as batatas e coza em água temperada com sal, depois de cozidas reduza-las a purê e tempere de pimenta e noz moscada a gosto. Adicione algumas gotas de azeite e reserve em sitio quente.
Lave e escolha o feijão verde e coza em água temperada de sal, reserve.
Retire a pele e as sementes ao tomate, corte-o em cubos pequenos. Leve-os a saltear com o manjericão picado numa frigideira com um pouco de azeite, tempere de sal e pimenta. Divida os lombos de bacalhau em nacos e leve a corar em um frigideira com azeite ate ficarem ligeiramente dourados, retire e coloque em um tabuleiro e leve ao forno pré-aquecido a 200ºc entre 5 a 10 minutos. Na mesma frigideira com o azeite de corar o bacalhau salteie as amêijoas, depois de abertas regue-as com o vinho, deixe evaporar um pouco temperando de sal e pimenta a gosto.

Sirva em pratos individualmente com os nacos de bacalhau e ao lado o purê de batatas (faça o purê em pequenas bolas ou como sé fossem bolinhos) com os feijões verdes, regue com o molho das amêijoas e colocando algumas por cima. Acrescente um pouco de tomatada de manjericão enfeite e sirva.


Bom Apetite