Traductor

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Tarte de Maças em massa folhada


Já que estamos numa de massas é porque por estas alturas abundam as maças, resolvi fazer uma tartezinha. Para isso resolvi fazer em massa folhada, sim senhor aquela massa crocante e quebradiça a que muita gente adora.
A massa folhada trazida para a Europa pelos árabes, embora a sua origem é muito mais antiga, existem referências para este tipo de massas na Grécia e na Roma antiga. Feita com farinha, gordura (manteiga, banha ou margarina), água e sal, com uma textura crocante na qual é uma de suas grandes atrações.
 



Ingredientes; massa

200 gramas de farinha de trigo
200 gramas de manteiga
1 dl de água fria (aproximadamente)
Sal quanto baste




Preparação; massa
Sobre uma mesa ou a pedra da banca da cozinha despeje a farinha, junte uma colher de manteiga e com as mãos misture e faça um monte.
Abra uma cova no meio e deite aí pouco a pouco a água onde dissolveu o sal, sempre amassando com as mãos molde uma bola e deixe repousar 10 minutos.
Estenda a massa com um rolo e coloque por cima a manteiga cortada em quadradinhos, cubra a manteiga com a massa, volte estender a massa com o rolo e farinha dando-lhe uma forma de retangular. Dobre a massa em três partes e volte a estender e a dobrar da mesma maneira mais três ou quatro vezes. Deixe a massa descansar 10 minutos pelo menos e estenda-a com a espessura desejada para o fim a que se destina.
Esta é uma das muitas maneiras de como se pode fazer massa folhada.

Ingredientes; tarte

Maças quanto baste (de sua preferência)
200 gramas de açúcar
Casca de meio limão
3 gemas de ovo
1 colher (das de chá) de farinha maizena
1 colher (das de sopa) de manteiga
Geleia de maça ou outra qualquer quanto baste



Preparação
Coloque a massa folhada estendida sobre papel vegetal em um tabuleiro e leve ao forno pré-aquecido 180ºc durante uns 15 minutos ou ate crescer e ficar dourada. Retire do forno para arrefecer, entretanto faça um creme, num tacho pequeno ferva o leite com a casca do limão, retire a casca e dissolva o açúcar, deixe arrefecer e junte as gemas mexendo muito rápido para que não coza e engrosse com a maisena, deixe arrefecer.
Espalme um pouco a massa folhada (já cozida), espalhe o creme e disponha por cima as maças com a casca, limpas das sementes em meias luas bem finas. Dissolva uma ou duas colheres (das de sopa) da geleia em água fria e espalhe por cima das maças e leve ao forno uns minutos para dourar.

Bom Apetite

sábado, 5 de abril de 2014

Restos em Massa quebrada



Quantas vezes temos aquelas sobras de um jantar ou almoço (restos de carne assada, guisada, etc. ou até peixe) e não sabemos o que fazer com elas. Muitas vezes essas sobras podem virar uma nova refeição de sé lhe tirar o chapéu, foi o que aconteceu aqui a dias com um resto de carne picada a bolonhesa para uns espaguetes, que foi parar tudo dentro de uma massa quebrada.
A massa quebrada (em Frances pâte de brisée) ou massa pastelaria (tradução típica espanhola do termo francês), também conhecida como massa areada é um tipo de massa dura usada para pequenos bolos, tartes, doces ou salgadas. De preparação rápida e rica em gorduras, o nome deve-se que depois de ir ao forno fica com uma textura quebradiça, com origem francesas, daí o seu nome "brisée" que significa quebrado.
 
Ingredientes
200 g de farinha de trigo.
100 g de manteiga.
1/2 colher (das de chá) de sal fino.
1/2 copo de água ( aproximadamente)

Preparação
Coloque em uma tigela a farinha, faça um buraco no centro e despeje nela o sal (existe umas versões que levam açúcar) e a metade da manteiga em pedaços pequenos. Despeje a água lentamente misturando tudo rapidamente com as mãos até formar uma bola, deve ficar flexível, não pegajosa e ter alguma consistência. Polvilhe com farinha sem amassar e deixe descansar por meia hora aprox.
 Abra a massa em superfície enfarinhada com a ajuda de rolo bem enfarinhada e espalhe por cima da massa os pedaços da restante manteiga, dobre a massa em quatro (para torná-lo mais quebradiça e quase escamosa), volte a abrir a massa e esta pronta a usar.
Sé vai fazer uma tarte coloque a massa aberta no molde e pressione suavemente com os dedos sem quebrar, passe o rolo sobre a borda e retire o excesso de massa e fure com um garfo e leve a assar em forno pré-aquecido em temperatura moderada ate que cresça, retire e recheie com o sabor destinado volte ao forno se necessário.
Para o caso de usá-la com cbertura, pincelá-la com gema de ovo batido com açúcar ou leite para ficar com uma cor dourada.


No caso de querer rechea-la, basta estender a massa colocar em cima de papel vegetal ou numa tigela refretaria (no meu caso) ,colocar o recheio pretendido e dobrar as pontas para cima até cobrir tudo. Leve a forno pré-aquecido moderado (140º a 180º) até crescer e ficar dourada.


Bom Apetite

domingo, 16 de março de 2014

Hambúrguer de salmão

Normalmente no sábado passado seria dia de fazer umas hamburguesas para o almoço, segundo as petições das minhas filhas, mas como estamos na quaresma eu disse que não. Logo veio a cara feia delas.
Todos sabem que a quaresma (40 dias entre o Carnaval e a páscoa) é a preparação dos fiéis para a celebração da festa pascoal, que comemora a ressurreição e a vitória de Cristo depois dos seus sofrimentos até a morte, esta preparação é feita através de jejum, ou seja, abstinência de carne. Mas pensando bem por que jejuar, podemos fazer um pouco de outros sacrifícios, um pouco de caridade, um pouco de mais amor ao próximo ou até um pouco mais de orações.


Mesmo assim levei a minha avante, não comemos carne, mas tive que fazer hamburguesas, pois dia de hambúrguer e dia de hambúrguer.

Ingredientes
600 gramas de salmão

40 gramas de pão ralado
2 cebolas pequenas
1 ovo
1 limão
1 colher (das de sobremesa) de mostarda
Farinha de trigo quanto baste
Azeite quanto baste
Coentros picados quanto bastem
Pimenta a gosto
Sal



















Preparação
Separa a carne do salmão da pele e limpe as espinhas, com uma faca (de preferência) pica toda a carne. Numa vasilha misture a carne do salmão com um pouco da casca do limão ralada, o pão ralado, uma das cebolas picadas, o ovo batido, mistura bem e tempera de sal e pimenta a gosto. Separe a mistura em 4 partes iguais e da lhe forma de hambúrguer, reserve no frigorifico 30 minutos. Com a outra cebola picada prepara um molho com sumo do meio limão, a mostarda, um pouco de coentros picados e azeite, misture bem e reseve. Passe as hamburguesas de salmão ligeiramente pala farinha de trigo e numa chapa de grelhar (pode usar uma frigideira grossa) com um pouco de azeite, grelhe uns 3 minutos de cada lado procurando que não doure muito. Sirva as hamburguesas regadas com o molho, e uns tomates grelhados ou então com umas batatas à pobre (Ver aqui ). Bem mais tradicional dentro de um pão.

Bom apetite

sexta-feira, 14 de março de 2014

Pollo a la portuguesa (churrasco) en el horno


¡Frango de churrasco no forno! 
O frango no churrasco à portuguesa, que também é conhecido como Frango de piri-piri (especialmente em países anglófonos). Um prato típico da culinária portuguesa,que consiste em assar o frango num braseiro (brasas de carvão) com um molho a base de picante (piri-piri). Trazido para Portugal de Angola e Moçambique noutros tempos, essa ideia de fazer os frangos na brasa com piri-piri, na qual das-se o nome de frango no churrasco. O titulo esta em espanhol, pois daí vem a origem da palavra churrasco.
A palavra churrasco que nos países de língua latina serve para designar, assar carne em cima das brasas. Uns dizem que o nome deve-se ao barulho da gordura a pingar nas brasas, outros que o nome vem de uma palavra muito antiga, “Sukarra”, “Su” (fogo) “karra” (chama)
Este vocábulo apareceu primeiramente em castelhano sob a forma "socarrar" e ao longo dos tempos derivaram-se diversas variantes dialetais, das quais a que nos interessa é "churrascar", do andaluz (Espanha) ou do leonês de onde provém a palavra churrasco. Num termo Catalan cita também a palavra "churrrasca", um a espécie de pão feito em cima das brasas.
O certo que deveria fazer isto numa churrasqueira, mas como o tempo não permite, fiz no forno utilizado só o grill, uma boa sugestão para que vive em apartamentos e assim pode saborear um pouco deste prato português. Mas sem duvida nenhuma que nas brasas é melhor.

Ingredientes
1 frango entre 900 a 1000 gramas
3 dentes de alhos com casca
1 folha de louro
1 colher (das de sobremesa) de pimentão doce (colorau)
1 colher (das de café) de coentros secos
1/4 de um copo de vinho branco
Piripiri a gosto
Sal grosso




Preparação
Num recipiente ponha os alhos esmagados,o louro sem o veio, o pimentão, os coentros, o vinho e o piripiri a gosto, misture bem os temperos e verta por cima do frango já limpo e aberto ao meio com a parte de dentro para cima dentro de um tabuleiro de ir ao forno, deixe ai o frango a tomar gosto cerca de 15 minutos. Leve ao forno com o grill ligado ao Maximo até começar a tostar, salpique com o sal grosso e deixe até assar e ficar bem dourado, vire o frango e regue com o molho que formou no tabuleiro. Salpique com mais um pouco de sal grosso deixe assar também desse lado até dourar. Sirva com batatas fritas e salada de alface, como manda a boa tradição portuguesa.

Bom Apetite

domingo, 9 de março de 2014

O Bacalhau à Zezão (reedição)

Ontem começou o Masterchef Português, na qual eu sou um ficcionista deste tipo de programas. Comparando com o Masterchef Espanhol (pelo menos no inicio) ficou um pouquinha atrás das minhas expectativas, mas enfim outras culturas, tenho pena, pois acho que a gastronomia Portuguesa e uma das mais ricas e completas, bem pode ser que com o andamento da carruagem as coisas melhorem. Vendo o inicio pensei com qual prato concorreria para pode entrar no concurso depois de ser selecionado. Teria que ser um prato na qual eu domino, ou seja, inventado por mim, teria que utilizar um ingrediente magistral na gastronomia Portuguesa, o bacalhau. Daí pensei nada melhor que o meu bacalhauzinho, o “bacalhau à Zezão”, este foi o 1º prato que publiquei ou seja foi com este prato que nasceu este blog. Além do mais aproveito para reeditar esta receita que é feito com aquele oleosinho que eu tanto gosto e da um sabor excelente aos pratos, o “Azeite dendê.

O azeite dendê ou óleo de palma muito usado na culinária brasileira e Africana, produzido a partir do fruto de uma palmeira conhecida com nome de “dendenzeiro”, sendo rico em vitamina A e muito apreciado em pratos como caruru, acarajé, vatapá. Moamba,etc. Dá à comida sabor, cor e aroma peculiares com um toque tropical, sendo o 2º óleo mais produzido e consumido há mais de 5000 anos expandiu-se a partir do século XVI, coincidindo com o início dos tráficos de escravos entre a África e o Brasil.


Ingredientes:para 4 pessoas


4 lombos de bacalhau demolhado
200ml de leite de coco
2 ovos
1 lima (limão galego)
1 raminho de coentros
4 tomates bem maduros
150ml de maionese

1 kg de batatas para purê ou para fritar
200 gramas de camarão já descascados (reserve alguns com casca para decorar)
1 colher (das de sopa) de farinha maizena
azeite de oliva quanto baste
azeite dendê (óleo de palma refinado) quanto baste


Farinha de trigo quanto baste
farinha de Mandioca quanto baste
tabasco a gosto
leite de vaca quanto baste
sal quanto baste













Preparação
Ponha os camarões a marinar no sumo da lima, Entretanto entale o bacalhau no leite quente sem ferver, retire deixe arrefecer. Prepare o molho num tacho em lume médio ponha uma pouco de azeite de oliva e um pouco de azeite dendê, deixe aquecer até misturar as duas gorduras e acrescente os tomates triturados sem pele e sementes com os coentros picados, deixe levantar fervura e junte os camarões escorridos do sumo da lima, coloque tabasco a gosto e Tempere de sal, ferva mais um pouco e acrescente o leite de coco e engrosse um pouco com a farinha de maizena´(não muito), deixe repousar. A parte bata os dois ovos, passe o bacalhau por farinha de trigo, depois pelos ovos batidos e passe pela farinha de Mandioca, alourar numa frigideira com azeite de oliva com uma colher (das de sopa) de azeite dendê, coloque o bacalhau já frito no centro de uma travessa de ir ao forno com purê de batatas a volta,cubra o bacalhau com o molho (querendo pode substituir o puré por batatas cortada as rodelas entalada no azeite) e por cima coloque a maionese, enfeite com tiras de pimentão ou camarões cozidos inteiros vai ao forno a gratinar.E uma delicia.



Bom Apetite

sábado, 8 de março de 2014

Risotto de açafrão com coelho

O Risotto é um prato típico da cozinha italiana, preparado com o arroz arbório, uma variedade de arroz cultivado na cidade de Arbório, Vale do Pó Itália, daí vem o nome deste arroz que quando cozido, os grãos tornam-se firmes e cremosos mas mastigáveis, com um sabor próprio que combina bem com outros sabores, muito usado na confecção de risottos e do arroz-doce. Para preparar um risotto (que significa arrozinho) basta fritar levemente cebola picada com arroz em manteiga, adiciona-se gradualmente um caldo (de carne, legumes ou de outros ingredientes), até o arroz estar cozido e não poder absorver mais líquido.
A receita original de risoto nasceu em 1574, com o nome de “risotto Allá milanese”, conta a historia que durante a construção da catedral “Duano di Milano” na qual acudiram trabalhadores de toda a Europa, ficando a encargo de alguns dos vitrais a um mestre belga que tinha um promissor aluno com habilidade para misturar cores. Seu segredo era misturar um pouco de açafrão quando o vidro estivesse pronto. Seu mestre sabia da paixão de seu mais prospero aluno por açafrão, e gostava de irrita-lo dizendo que se ele continuasse com essa mania qualquer dia iria acabar colocando açafrão no arroz. Um dia o aluno decide aplicar um truque no seu mestre: A filha deste iria casar-se e o aluno subornou o cozinheiro para que coloca-se no arroz um pouco de açafrão. Todos convidados quando viram aquele arroz amarelo ficaram surpresos e espantados. Um teve a coragem de experimentar, depois outro e mais outro e todos adoraram surgindo assim esta receita de risotto que um pouco por todo o mundo vai alterando-se segundo a culinária do país.


Ingredientes
1 coelho
100 gramas de chouriço de carne
250 gramas de arroz arbóreo
100 gramas de queijo parmesão 
1 colher (das de sobremesa) de açafrão em pó
1 cebola
1 copo de vinho branco
Azeite quanto baste
Sal quanto baste
Pimenta a gosto
Coentros frescos (facultativo)



Preparação
Limpe e lave o coelho (rejeite a cabeça, gorduras e as pontas das patas) e corte em pedaços. Num tacho com o fundo coberto de azeite doure o coelho de todos os lados, acrescente o alho e a cebola picada, frite ate ficar mole adiciona o vinho, deixe evaporar o álcool e mexa, coloque o açafrão e mexa, acrescente água até cobrir toda a carne e tempere de sal e pimenta. Deixe cozer em lume médio até o coelho estar o cozido, acrescente mais sé achar necessário. Quando o coelho estiver pronto retire para um pirex de ir ao forno, reserve. No mesmo tacho acrescente o arroz e deixe fritar um pouco, vá acrescentando água quente aos poucos, uma concha de cada vez, sem que essa cubra todo o arroz, e mexa até evaporar por completo. Faça isso até que o arroz esteja cozido, verifique o ponto de sal e misture o queijo, verta para cima do coelho e espalhe todo o arroz até o cobrir. Enfeite com o chouriço as rodelas e leve ao forno 200ºC uns minutos (pouco) para secar um pouco. Sirva salpicado com coentros frescos picado.

Bom Apetite

domingo, 2 de março de 2014

Costeleta gratinada com ovo a cavalo

Domingo de Carnaval, tempo frio, nem apetece-me sair de casa. Vai-se para a cozinha, ¿o que vamos fazer hoje?, um pouco complicado quando sé tem muitas coisas na cabeça. Mas hoje bateu aquela preguiça de não fazer nada (penso que isso aumenta com a idade), só ascender a lareira, ler um bom livro ou mesmo só encostar-se no sofá. Bem mas à que fazer algo para comer, tem que ser bem simples e rápido. Abro o frigorífico é vejamos, chuleta de cerdo ibérico, ovos, queijo mozarella, tomates e mãos a obra.
 
Ingredientes; por pessoa
1 Costeleta de porco (do cachaço)
1 ovo
50 gramas de queijo mozarella ralado
1 dente pequeno de alho laminado
2 tomates
2 rodelas de cebola bem finas
1 colher (das de café) de oréganos secos
Azeite quanto beste
Vinagre quanto baste
Pimenta a gosto sal ao paladar




Preparação
Com os tomates cortado em gomos e a cebola faça uma salada, tempere de azeite, sal, vinagre e os oréganos, reserve. Numa chapa de grelhar coloque um fio de (pouco, o suficiente para engordurar a chapa) azeite e o alho laminado, aqueça e grelhe a costeleta dos dois lados, tempere de sal e pimenta ao paladar e retire para uma base refretaria e polvilhe com o queijo, reserve. Na mesma chapa aproveitando o calor abra um ovo e quando estiver meio frito retire e sobreponha por cima do queijo na costeleta, leve ao forno para gratinar. Reire e tempere o ovo de (de preferência moída na hora) sal e pimenta, sirva com a salada de tomates.

Bom apetite

sábado, 1 de março de 2014

Meu doce da avó

Tá na hora de publicar uma coisinha doce, sendo assim vamos começar este mês com um docinho que nos faz tirar o chapéu. O doce da avó, um doce com uma variante enorme de receitas (eu sigo uma que aprendi a alguns anos), umas mais simples outras mais requintadas, mas sempre com um ingrediente comum entre todas, o leite condensado.

O leite condensado é basicamente o leite de vaca na qual é extraído a água, adicionado o açúcar, resultado um produto espesso e doce. Pode ser armazenado por vários anos sem refrigeração até à sua abertura. Sendo muito apreciado no século XIX e início do século XX como alimento infantil, e antes da 1ª guerra mundial como fonte alternativa ao leite fresco. Na década de 1940, devido a escassez de açúcar "in natura", o leite condensado enlatado se populariza principalmente como ingrediente para a confecção de sobremesas um pouco pelo mundo inteiro. 
Teve a sua origem em França no ano de 1828 na qual o inventor chamado Malbec baseado numas experiências feitas por outro Frances (Nicolas Appert 1820) cria o leite condensado a partir de leite fresco de vaca, um sucesso total  espalhando-se por toda a Europa.
Gail Borden leva a receita para a America em 1853, sendo só patenteada a receita em 1856, atingindo um grande sucesso  em 1861 graças a guerra civil americana. Nessa altura o leite condensado só era preparado conforme as necessidades e com fechas curtas de armazenamento. 
O leite condensado que nos conhecemos nas latinhas foi graças ao suíço J. B. Meyenberg que em 1880 aprimorou o método de fabricação do leite condensado ao utilizar um sistema de esterilização em  que elevava o leite a temperatura de 120ªC num recipiente fechado sob alta pressão, começando a sua comercialização em latas. Só em 1884, Meyenberg consegue patentear esse sistema e depois emigra para a America em 1885 promovendo a criação de fábricas de leite condensado enlatado.É assim chegamos aos dia de hoje com essa maravilha que tanto nos ajuda na confecção de sobremesas.

Ingredientes
6 dl de natas frias
2 latas de leite condensado
100 gramas de bolachas Maria torradas (esmagadas)
Doce de ovos quanto baste

Preparação
Batas as natas em neve, junte o leite condensado lentamente envolvendo bem com a ajuda de uma vara de arames. Distribua o creme por taças individuais (entre 6 a 8 porções, dependendo do tamanho), polvilhe com a bolacha esmagas e verta por cima o doce de ovos. 
Esta é a base do doce da avó eu normalmente decoro com um pouco de bolacha e uma fruta cristalizada (gosto de usar o figo), na falta pode usar uma compota ou geleia. Aqui usei geleia caseira de fruto silvestres.

Para fazer doce de  ovos basta levar ao lume baixo 150 gramas de açúcar com 150 gramas de água e uma casca de limão, deixar cozer até virar uma calda ligeiramente grossa, retira-se do lume e rejeite a casca de limão, deixa-se arrefecer bem. Bata 6 gemas e adicione lentamente  a calda sem parar de mexer, sé necessário levar novamente ao lume baixo para engrossar um pouco, utilizar depois de frio.


Bom Apetite

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Restaurant El Solá

Esta publicação não serve de uma referencia gastronômica, simplesmente fui ai comi e gostei. De vez em quando gosto de ir por ai com a família a comer fora de casa, portanto esta é a minha opinião.



Comer fora de casa hoje em dia esta a tornar-se um habito para muitas pessoas, na maioria por questões de trabalho e pode-se dizer que 70% de algumas pessoas fazem refeições fora de casa. Dada a variedade de oferta de menus em muitos restaurantes podemos escolher uma refeição equilibrada e saudável, mas a que saber escolher e combinar os pratos.





Desta vez voltei a Canillo para um jantar
num dos restaurantes mais emblemáticos 
da zona pela sua boa relação preço/qualidade,
situado bem no centro de Canillo, 
junto ao Palau de gel (palácio de gelo)
 o restaurante El Solá que esta unido 
ao Aparte-hotel Llempo. Com uma esplanada
 superior na parte de cima e uma 
vista esplêndida sobre parte da cidade.


Aqui encontramos uma cozinha de raízes portuguesas com influência espanhola e um toque da francesa, na qual o seu empenho e que o cliente saia daqui satisfeito com a refeição, pratos bem elaborados e simples, nada de grandes decorações, com boa qualidade e quantidade, 
enfim a atenção esta toda virada para que saias dai o mais satisfeito possível. 

Por ser um dia a noite (sexta-feira) encontramos a sala totalmente cheia, na qual  houve um ligeiro atraso no serviço, mas logo recompensado com umas entradas que logo começou a deixar-nos a gosto.

























Com uma carta de vinhos modesta, mas de boa qualidade começamos com vinho branco verde de Monção (Portugal)para degustar as entradas, seguindo de um tinto (Espanha)com paladar a frutos silvestres e baunilha com um elegante toque de cacao/chocolate na boca, um vinho guloso para uma boa refeição.













Entre uma grande variedade de grelhados na brasa (carne ou Peixe) optamos por uma espetada de frango, um bacalhau tipo a lagareiro, lombo de vaca (solomillo) e costeleta de boi (chuleton), na qual deixou-nos sem apetite para a sobremesa, que se tratava de uma riquíssima tarte de morangos. 
Satisfação total na qual só mesmo no final um bom cafezinho português e como uma imagem vale por mil palavras aqui deixo mais algumas.

Bom apetite





















domingo, 16 de fevereiro de 2014

Molho à bolonhesa com rigatoni



Porque hoje é domingo e como um  bom brasileiro é dia de macarronada, sendo assim aproveito para falar um pouco do molho à bolonhesa, um clássico da cozinha Italiana o molho à bolonhesa ou bolognese, como também é conhecido. Muito usado para massas (especialmente nos tagliatelle ou spaghetti ) e na polenta típica italiana. Quando acompanha um prato o nome de "à Bolognese" (bolonhesa) aparece para dar determinação ao prato. Este molho muito provavelmente originário de regiões perto de Bolonha, ai conhecido com o nome de ragu, uma deformação do (ragout) francês. Sabe-se que em 1982, a Academia Italiana de Cozinha da Bolonha através de um despacho da Câmera do Comercio da Agricultura e Industria Italiana, declara o molho bolonhês (ragù bolognese) parte do artesanato da Bolonha, tornando um prato típico e oficial a fim de garantir a continuidade e o respeito pela tradição da culinária bolonhesa na Itália e no mundo. O povo de Bolonha tradicionalmente utiliza este molho para incrementar outras receitas como os famosos tagliatelles fresco (tagliatelle alla bolognese) assim como para a polenta ou o nhoque. Também servido com rigatoni ou usado como recheio de lasanha ou canelone, mas com menos tradição. Fora da Itália é muito conhecido em restaurantes italianos, os espaguete à bolonhesa (Spaghetti alla Bolognese ), que se tornou um dos mais populares pratos italianos.Como principais ingredientes temos a carne picada de vaca ou porco, cenoura, aipo, salsa, cebola e tomate maduro. Sendo que, ao passar dos anos as receitas vão ganhando outros ingredientes como pimentão, alho, vinho tinto ou branco, ervas e varias especiarias, tudo para incrementar o seu sabor na qual vai ao encontro do paladar das receitas espalhadas pelo mundo.

Ingredientes
400 gramas de carne picada ( de vaca ou porco ou misturado )
100 gramas de tomate maduro sem pele triturado ( ou em lata )

100 gramas de massa de tomate
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 pé de salsa picada
1 folha de louro
1 colher (das de café)de colorau
½ copo de vinho branco
Sal
Azeite
tabasco

Preparação
Numa sertã ponha uma pouco de azeite com a cebola, o alho, a salsa com a folha do louro sem o pezinho, refogar e acrescente os tomates triturados e o colorau, levante fervura e acrescente o vinho branco, deixe ferver até evaporar o alcoo e adicione a carne picada, deixe cozer mexendo sempre, acrescente a massa de tomate e tempere com sal e tabasco agosto levante fervura e apague o lume, abafe com o texto uns 5 minutos para apurar. Pode servir com qualquer tipo de massa sendo as mais famosas os tagliatlles ou spaghetti ou então com regatoni (macarrão riscado) como foi o meu caso.
Ponha bastante água a ferver temperada de sal e coza 350 gramas de rigatonis à lá dente (entre 10 a 12 minutos ), escorra e sirva com o molho bolonhês por cima salpicado com parmesão ralado.

Bom Apetite

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Cachitos

Ontem foi dia de jantar fora, (mais um restaurante que brevemente publicarei) e sabe como é, boa comida, boa farra e hoje não apetece fazer nada. Então veio-me a cabeça de quando era mais novo e andava a noite toda com a malta e acabávamos sempre numa padaria da Barra a comer cachitos.
Quem não conhece os famosos cachitos de muitas padarias lusas venezuelanas espalhadas por todo Portugal, um cachito com suco de laranja é um pequeno almoço perfeito para começar o dia. Assim tínhamos esses pãezinhos quentes e recheados à nossa disposição todos os dias. Mas fora de Portugal não sé encontra tais iguarias na padaria local. Pensando na-aqueles portugueses que estão fora e sentem saudades de um cachito, resolvi publicar uma receita de cachitos a que muitos portugueses apaixonou, alem de ser fácil é rápido de fazer. Nas receitas que tenho aqui, tidas como autenticas de Venezuela, usa-se presunto e bacon, os portugueses simplificaram as coisas usando fiambre e bacon.

Ingredientes
500 gramas de farinha de trigo
½ colher (das de chá) de sal
50 gramas de açúcar
25 gramas de fermento padeiro fresco
50 gramas de manteiga
1 colher (das de chá) de queijo cheddar ralado
1 ovo
250 gramas de fiambre cortado em tiras
150 gramas de bacon cortado em tiras
1 colher (das de sopa) de manteiga

Preparação
Numa tigela comece por misturar o fiambre e o bacon com a colher de manteiga, reserve. Numa mesa ou na pedra da banca da cozinha, ponha a farinha em uma coroa e no centro adicione o açúcar, o sal, o fermento e a manteiga, misture tudo com as mãos e misture lentamente água morna aos poucos, siga misturando e amassando e acrescente o queijo. Siga amassando durante 10 minutos ou até obter uma massa lisa e elástica. Deixe descansar coberta com um pano limpo e úmido durante uns 30 minutos.
Uma vez passado os 30 minutos, amasse novamente e corte em pedaços de cerca de 50 gramas cada, com um rolo esticar  a massa e cortar em triângulos mais o menos iguais, reserve em uma superfície enfarinhada.
Quando todos os triângulos estiverem feitos comece a rechear do lado grande, feche o recheio e cobrir bem as pontas para dentro, role com a ponta restante do triângulo rolando bem. Dê forma crescente e coloque em um tabuleiro untado. Leve ao forno Preaquecido 250ºC até atingirem o dobro de tamanho, pintá-los com o ovo batido e deixe no forno até dourar.


Bom Apetite

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Hambúrguer à Zezão

Hoje é o dia dos namorados e dando uma volta pela net, vi que as sugestões para este dia são muitas, principalmente nos blogs de culinária. Fiquem descansado que não vou publicar mais uma receita especial para este dia, mas sim dizer que o importante não e a receita em si, mas sim a maneira de a fazer, seja uma receita ou um presente tem que ser feito ou dado com amor, carinho e paixão, isto sim é um grande presente. nem que seja um simples hambúrguer que muitas vezes é um verdadeiro capricho. 
E as vezes temos que noz dar a esse capricho, comer uma boa hamburguesa, só que em vez de ir comer fora de casa prefiro fazer eu mesmo que alem de ser feito com amor e carinho, e mais barato e a qualidade e outra. Já aqui falei da origem do hambúrguer, na qual fiz uma receita alemã. Hoje a receita e bem mais simples, bem deixamos de conversa e vamos ao pecado, na hora de a comer ou quem sabe mais tarde com paixão.




Ingredientes, para 4 hamburguesas
400 gramas de carne de boi picada de 1ª qualidade
1 cebola media bem picada
1 ramo de salsa bem picadinha
1/2 colher (das de café) de noz moscada
Sal ao paladar e pimenta a gosto

Preparação
Num recipiente misture bem a carne com a cebola, a salsa e a noz moscada,  tempere de sal e pimenta (moída na hora)a gosto e deixe repousar no frigorifico pelo menos uns 15 minutos.
Com as mãos molhadas em água fria divida a carne em 4 partes igual (doze aconselhada), fazer bolas redondas e achata-las entre 1.5 a 2 cm tentando fazer um molde redondo com um buraco ao meio tipo um donuts. Levar ao frigorifico por mais uns 15 minutos para ficar bem frias.












Elaboração e montagem
Tenha a mão alface tracejada, cebola e queijo cheddar.
 4 pães para hambúrguer (não podendo fazer opte por comprar os de uma padaria, são sempre melhores que os de pacote)
Aqueça uma chapa de grelhar ou uma frigideira propiá para hambúrguer com um pouco de manteiga e grelhe os hamburguês a gosto disponha em cima da parte de baixo do pão, em cima ponha o queijo, alface, tomate a cebola as rodelas bem finas, acrescente ketchup ou maionese se o desejar. Acompanhe com umas boas batatas fritas caseiras.


Bom apetite