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domingo, 29 de março de 2015

Lasanha de pão

Já tinha ouvido falar, mas nunca feito e como sou curioso e gosto de provar, resolvi fazer algumas aqui para a malta até chegar a esta.
Sem duvidas, não substitui em nada a tradicional lasanha, até que por ai na net a maioria das receitas são só com queijo e fiambre, algumas com um cheirinho de molho de tomate ou bechamel. Mas uma coisa é certa, rápida barata e gostosa, como refeição, deixa um pouco a desejar, mas para uma merenda ou um lanche reforçado, esta de maravilha.

Ingredientes
Um pacote de pão de forma sem crosta
200 gramas de queijo mozarela em fatias
200 gramas de fiambre em fatias
200 ml de massa de tomate
1 copo de vinho branco
1 dente de alho
1 cebola pequena
1 ramo de salsa
Manteiga ou margarina quanto baste
Azeite quanto baste
Sal quanto baste
Oréganos secos quanto baste
Azeitonas para enfeitar
Piri-piri a gosto ou outro picante

Preparação
Comece por fazer um molho a base de tomate (tipo bolonhês), numa frigideira com um pouco de azeite coloque a cebola e o alho bem picados para estrugir, quando começar aloirar deite o vinho e deixe ferver um pouco, acrescente a massa de tomate e um pouco de água, tempere de sal e piri-piri a gosto. Deixe coser até o molho ficar bem apurado, reserve.
Num tabuleiro de ir ao forno espalhe manteiga só na parte de baixo e forre com o pão e cubra com uma camada de molho, uma de fiambre e outra de queijo, volte a repetir a operação até acabarem os ingredientes, sendo que a ultima camada seja de queijo. Enfeite com as azeitonas e polvilhe com oréganos, leve ao forno moderado entre 10 a 15 minutos.



Bom apetite




NOTA: Querendo pode excluir o molho da receita, usando apenas os outros ingredientes que é bem mais simples, porem não esquecer que com o molho vai dar aquele toque de umidade no pão e ficara muito mais parecido com uma verdadeira lasanha.

sábado, 21 de março de 2015

BBQ SAUCE ”molho barbecue” e costelas de porco

Aqui esta uma coisa que esta de moda, o molho barbecue prontinho a ser usado, como condimento em certos pratos, ou como é mais usado ao confeccionar carnes, sobretudo as típicas costelas de porco.
Provando uma vez o molho barbecue vendido em supermercados já preparados em frascos, exclamei “que horror como podem gostar disto”, fiquei com a sensação de algo artificial na boca e pensei “poderá fazer-se em casa?”, visto isso resolvi fazer uma boa pesquisa sobre este molho típico americano.
Com uma origem (do meu ponto de vista) possivelmente acidental, alguém que estaria grelhar carnes e deixaria queimar alguns ingredientes junto a churrasqueira, tipo ketchup, mostarda, etc.
Sendo um molho principalmente utilizado na carne para enfatizar um pouco o sabor de grelhar, ou de estar em cima das brasas, ter um sabor a fumo ou defumado, daí o seu nome BBQ na qual em português significa ; grelhar ou assar alguns alimento sobre chamas ou brasas de madeira. Com um sabor picante e adocicado, as variações incluem o uso de vinagres, melaços e pimentas, receitas que variam segundo a região da America.

Podendo variar é muito coforme as regiões, aqui deixo alguns exemplos, na Califórnia: utilizam açúcar amarelo vinagre e malaguetas, no Kansas City: melaço e tomate, Carolina do Sul: vinagre, mostarda, pimenta preta, Carolina do Norte: vinagre líquido, flocos de pimenta, Alabama: maionese, malaguetas, Texas: molho de tomate com pimentões e cominho, Arkansas: tomate e molho de vinagre com pimenta e melaço. Sendo 12 estados americanos já pode ver que as variasses serão muitas e a sua preparação não é nada fácil, incluindo algumas receitas utilizam a fumaça liquida.

Ficou intrigado com a fumaça liquida, pois se trata de um produto liquido obtido da condensação da fumaça e vapores obtidos pela queima da madeira. A fumaça líquida proporciona sabor, aroma e cor de defumada ao alimento. Com varias maneira de prepará-la, sendo uma das mais básicas; basta fazer uma fogueira em um forno e canalizar a fumaça sob-pressão para dentro de uma vasilha com água, com isso, o gás da madeira queimada se dissolve no líquido e o extrato está pronto para ser utilizado. Ou comprar um frasco já industrialmente preparado, O uso de fumaça líquida nos alimentos possui custo muito mais barato do que o procedimento de defumar os alimentos pelo processo tradicional,(expor o alimento à fumaça resultante da queima da madeira) facilitando assim as confecções dos pratos que necessitam esse sabor.

Neste contesto temos a carne de porco que é consumida pelo homem já a vários séculos, com registros de 5000 A.C., na China e no Oriente médio. Atualmente sendo uma das carnes mais consumidas no mundo e com a redução do teor da gordura na carne de porco, hoje em dia podemos consumi-la e manter uma alimentação saudável e equilibrada, basta seguir uns simples conselhos na hora de comprar, verificar sempre que as peça de carne tenha uma cor rosada uniforme, com reduzida perda de água, tenra e elástica, porem firme, suculenta e pouca gordura. Sendo a carne de porco uma das carnes mais saborosas, e é na costela que o molho BBQ é mais utilizado na qual sé popularizou por todo o mundo, sendo uma parceria de grande sucesso e paladar.

Sendo assim hoje vamos preparar este famoso molho a minha maneira, para utilizar em cima de umas costelas de porco, mas não será grelhadas, pois o molho já enfatizara essa parte. Será um pouco demorado, pois primeiro vamos ter de preparar uma receita de Entrecosto agridoce, guardando todo o molho desse preparado e só numa outra ocasião preparamos o BBQ sauce.

Ingredientes; BBQ sauce

Restos de molho de assado agridoce
1 frasco de ketchup (300ml)
½ frasco de água (150ml)
2 colheres (das de sopa) de vinagre de maça
2 colheres (das de sopa) de fumaça liquida

Preparação

Num tacho verta todo o conteúdo do frasco de ketchup, coloque água no frasco até metade e verta no tacho. Acrescente o vinagre e a fumaça liquida, mexa bem até unir todos os ingredientes e leve a lume médio mexendo sempre até reduzir para metade. Apague o lume e deixe esfriar, mude para um frasco e guarde no frigorifico assim sua duração sé prolongara e terá sempre a mão quando desejar.

Ingredientes; Costela de porco
1quilo de costelas de porco
Sal grosso quanto necessário
BBQ sauce quanto necessário







Preparação

Parta a costela em pedaços entre os ossos e esfregue em sal grosso para desidratar, numa panela com água já ferver ponha os pedaços de entrecosto cerca de 8 a 10 minutos para escaldar, retire e coloque em um tabuleiro com a carne virada para cima, tape com papel alumino e leve a assar em forno a 200ª cerca de 40 minutos. Retire do forno e destape, pincele com molho barbecue e vai novamente ao forno no mesmo tabuleiro destapado (na prateleira do meio) agora só com o Grill ligado até dourar. Repita essa operação umas 3 vezes e sirva com acompanhamento de sua preferência ou simples para picar.


Bom Apetite




NOTA:
Esta receita que apresento de varias que fiz e provei, segundo o meu paladar e critério é a que me saiu mais saborosa. Mas não querendo perder tempo a fazer o entrecosto Agridoce, pode fazer o molho barbecue da seguinte maneira.

-Num tacho ponha 2 dentes de alho esmagados a estrugir em 2 colheres (das de sopa) de óleo de girassol. Quando os alhos estiverem loiros, retira-los e acrescente 1 chávena (das de chá) de ketchup, 1 chávena de açúcar amarelo, ½ chávena de água, ½ chávena de vinagre de maça, 1 colher (das de sopa) de colorau picante, 1 colher de sal grosso, 2 colheres de fumaça liquida. Mexa bem e deixe cozer em lume médio até reduzir a metade, retire do lume e deixe esfriar antes de guardar no frigorifico. Esta receita ficou em segundo lugar das testadas por mim...........Bom apetite

sábado, 14 de março de 2015

Salmão grelhado à Portuguesa

Aqui esta um prato bem português, na maneira de prepará-lo. Sendo os portugueses um povo azeiteiro (nome dado aos que gostam de comida com abundante azeite), não fosse este método usado com o bacalhau, tanto cozido como grelhado. Trata-se do celebre molho com salsa e cebola picada, temperado com sal, limão, pimenta na qual chamamos o molho verde tradicional, muitos usados em pratos de peixe grelhados.

Ingredientes
200 gramas de grão de bico cozido
300 gramas de batatas medias
Um salmão fresco aberto a meio (estilo bacalhau)
1 cebola media bem picada
1 ramo de salsa bem picada
Sumo de meio limão
Uma pitada de sal
Azeite quanto baste
Sal grosso quanto baste

Preparação
Coza as batatas com a pele em água bem temperada de sal grosso, escorre-as e deixe esfriar, retire a pele e corte-as ao meio, reserve.
Entretanto prepare o molho verde, basta misturar a cebola picada com a salsa e o azeite, tempere de sal e pimenta, com algumas gotas de limão. Mexa bem e reserve.
De preferência grelhe o salmão em um fogareiro a carvão, mas não podendo use um elétrico (no meu caso).
Dispunha as batatas numa travessa juntamente com o grão de bico e o salmão ao lado, espalhe por cima o molho verde e desfrute deste prato bem azeiteiro.



Bom Apetite

Arroz Basmati

Conhecido como o tipo de arroz mais velho do mundo esta ligado a pratos e a cozinha oriental, um arroz perfeito também para acompanhar qualquer prato, seja carne, peixe ou legumes. Além disso o seu índice glicêmico é menor do que outros arrozes, por isso é aconselhável para diabéticos.
Basmati é uma variedade de arroz com a particularidade de ter um grão mais comprido que o normal. Famoso pela sua fragrância e com um sabor requintado, por isso o seu nome em hindi significa "rainha da fragrância". Cultivado a muitos anos na Índia e no Paquistão, sendo o das montanhas do Himalaia o mais famoso. Os melhores tipos de arroz basmati são envelhecidos por vários anos antes de ser descascado e comercializado, na qual depois desse tratamento o arroz cozinha melhor e com menos água, assim, o seu aroma é mais concentrado.
Com duas variedades (branco e castanho), a sua preparação tradicional necessita uma pré-lavagem e um remolho de mais ou menos ½ hora, dada a possibilidade dos grãos do arroz ficar colados devido à alta quantidade de amido, hoje em dia a sua confecção facilitada por métodos mais rápidos. Procurava eu um bom Basmati de origem das montanhas do Himalaia quando encontrei esse em sacas ( de 90 a 110 gramas) próprias para a sua cozedura. De preparação simples e rápida, não diferencia nada do sabor, em semelhança a preparação ao método tradicional.



Ingredientes

Basmati em sacas ou a granel ( uma saca da para 2 pessoas)
Água quanto baste
Sal (pouco ou mesmo nenhum)

Preparação;

Tradicional
Lave o arroz em varias águas até a água começar a ficar clara, deixando o arroz remolhar em água por meia hora, passado esse tempo escorra e reserve. Num tacho ponha a água a ferver (para uma medida de arroz uma e ¾ de água), quando começar a ferver deite o arroz e tempere de sal (facultativo), quando voltar a ferver, baixar o lume para mínimo e tapar o tacho, deixar 15 minutos e apagar o lume, deixar repousar mais 5 minutos e esta pronto a servir.

Em sacas
Por um tacho ao lume com 1 litro de água a ferver temperada de sal (facultativo), quando estiver a ferver coloque a saca de arroz e deixe ferver por 12 minutos, passado esse tempo retire para um recipiente e deixe repousar uns 5 minutos. Abra a saca e verta o arroz num outro recipiente para servir.



Nota
-A utilização de pouco sal ou nenhum é para não neutralizar os aromas do arroz na cozedura, podendo misturar depois de cozido.
-Sé querem dar um toque mais oriental salpique a dose de arroz servido com coentros, cominhos e colorau tostado em uma sertã sem azeite mais o menos um minuto.
-Sirva com curry ou carnes assadas no forno ou dé um taque de enfeite especial para qualquer prato.


Bom apetite

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Bacalhau à Ti Lurdes

Hoje vamos ter um bacalhauzinho a “Ti Lurdes”.
A Srª Lurdes, minha querida e adorável esposa, aprendeu esta receita a muitos anos quando trabalhou num restaurante em Portugal. Ai era chamado de bacalhau à casa, um prato um pouco parecido com o “Bacalhau à Lagareiro” ou “Bacalhau com batatas a murro”, logo trouxe esta receita para casa e passamos a chamar de bacalhau à Ti Lurdes. Bem simples e fácil de fazer que não fica nada atrás de outros pratos de bacalhau.

Ingredientes
4 postas de lombo de bacalhau salgado e já demolhadas (como demolhar Aqui)
600 gramas de batatas graúdas (para cozer)
4 dentes de alho
1 cebola media
Azeite quanto baste
Sal grosso quanto baste
1 pitada de pimenta moída



Preparação
Lave bem as batatas e sem tirar a pele corte em rodelas da grossura de um dedo (+ ou -), leve a cozer num tacho com água temperada de sal, não deixando cozer muito ( o ponto ideal será quando estiver a passar de rijas a cozidas), escorra a água e reserve dentro do tacho. Em outro tacho ferva 1 litro de água, quando estiver em ponto de ebulição retire do lume e aromatize com a pimenta e verta por cima das postas de bacalhau 1 ou 2 minutos ( o ideal seria cobrir as postas), retires para o centro de um tabuleiro (para ir ao forno ) que tenha já os alhos laminados e o fundo coberto de azeite, a volta disponha as batatas ligeiramente amassadas. Vai ao forno pré-aquecido a 200º c 15 minutos, sendo os últimos 5 só com a função grill, retire e apague o forno, corte a cebola em rodelas finas e espalhe por cima, volta ao forno (apagado) 5 minutos para amolecer a cebola. Sirva de imediato.


Bom Apetite

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Caldeirada de Enguias

A caldeirada de Enguias prato típico da região de Aveiro, principalmente das zonas ribeiras, aqui muitos são os restaurantes que servem como prato principal, cada um com o seu segredo.
 Não fosse a enguia é um ex-libris da Região de Aveiro contribuir para a famosa caldeirada de enguias à moda de Aveiro. A enguia nasce no longínquo Mar dos Sargaços, emigra até as rias onde buscam águas calmas com abrigos e alimentos durante a sua fase jovem. Sendo a ria de Aveiro uma ria com imensa vegetação submersa nos seus fundos, na qual faz dela um lugar ideal. Outrora muito mais abundante e hoje em dia muito mais escassa continua a habitar a ria, assim como em alguns viveiros naturais, na qual contribui para a sua sobrevivência. Tanto em caldeiradas, ensopados, fritas ou em escabeche, continua a deliciar os paladares mais exigentes.
Entre o mês de Março e Junho e a melhor época para apanhar as enguias, fase em que emigram até ao Mar dos Sargaços (Atlântico Oeste) para lá desovarem. 
Apanhadas na ria de Aveiro segundo os mais entendidos, que são as melhores, graças as águas da ria de Aveiro ainda ter um grande conteúdo de sal, na qual valoriza a consistência e o sabor do peixe.
Quando apanhadas na fase de nascimento (com cerca de 1 g e menos de 8 cm ) são conhecidas como meixão ( português) ou angulas ( espanhol) e muito apreciadas no pais de nostros hermanos como especialidade, na qual segundo a lei uma grande porcentagem não pode ser capturada, mas sim conservada para programas de repovoamento, visto a enguia ser uma espécie muito ameaçada com a particularidade de não se reproduzir em cativeiros.

Quanto a “Caldeirada”, poderá derivar da palavra caldeira ou caldeiro, recipiente onde costuma ser preparada, ou talvez esteja ligado ao caldo, dialetos mais antigos dizem, “caldeirar”, como no Ribatejo que significa “cozer”. Sendo a Caldeirada um prato típico das regiões costeiras de todo o mundo, com variações dos temperos e dos ingredientes. Possivelmente tem a sua origem no mar, no tempo dos barcos de pescas em que as sobras das redes eram dívidas pela tripulação do barco após cada pescaria, sendo essas sobras peixes mais pequenos e com menos valor comercial ou os que estivessem danificados. Ao peixe juntavam-se alguns produtos trazidos de terra como: a batata, o tomate, os pimentos, etc.
Estava o almoço feito a Caldeirada que ao passar dos anos passa dos barcos para as zonas ribeiras, em cada uma com a sua caldeirada, umas são simplesmente cozidas, outras com uma base refogada, umas bem condimentadas, outras menos.

Assim chegamos a Beira Litoral de Aveiro, com a sua caldeirada que é de enguias e com um curioso condimento “ pós de enguia” ( uma mistura de gengibre ou açafrão e pimenta) , uma tradição com origem na época dos descobrimentos, quando as naus atracavam neste no porto carregadas de especiarias, daí o seu uso.
A quem diga que para uma boa caldeirada as enguias só se juntam depois de as batatas começarem a amaciar, mas em muitas receitas vai a cozer tudo ao mesmo tempo. Antes de servir retira-se um pouco de caldo (o mais gorduroso possível), na qual leva alho bem picado, sal grosso e vinagre (piripiri para quem gosta de picante), tudo bem misturado, esta assim feita a tal “moira” que rega a caldeirada de enguias da região de Aveiro.



Preparação

1,2 kg de enguias
600 g de batatas
100 gramas de sal de unto (veja aqui)
3 dentes de alho
2 cebolas grandes
1 pimentão verde
2 ou 3 folhas de louro
1 ramo de salsa
1 colher (das de sobremesa) de pós de enguia

2 colheres (das de sopa) de vinagre
sal grosso quanto baste
azeite quanto baste
1 pitada de colorau




Preparação
Para uma boa caldeirada e conveniente usar enguias frescas, na qual para se amanharem mistura-se um pouco de areia fina para ajudar as agarra-las por serem viscosas ,retiram-se as cabeças e lavam-se em várias águas, raspam-se para se retirarem todos os resíduos viscosos (galheiras). Cortam-se em pedaços e reserva-se dentro da água.
Descascam-se as batatas e cortam-se às rodelas grossas, descascam-se e cortam-se também as cebolas ás rodelas. Limpa-se o piment4ao e corta-se em tiras.
Num tacho largo põem-se as enguias, as batatas, as cebolas e as tiras de pimentão em camadas alternadas. Cada camada é regada com azeite e temperada com alho, louro, salsa, pós de enguia e sal de unto pimenta. Rega-se com um copo de água. e tapa-se, deixa-se cozer entre 20 a 30 minutos em fogo médio.
Depois das enguias cozidas, na qual reconhece-se pela consistência, retira-se uma ou 2 conchas de caldo com o mais gordura possível (a gordura vem toda ao de cima) para uma malga, junta-se o vinagre, um dente de alho bem picadinho, sal grosso ao caldo e tempera-se com uma pitada de colorau e piripiri (facultativo). Este preparado tem o nome de «moira» e é deitado sobre a caldeirada que vai para mesa no tacho que a confeccionou. Com resto do caldo da caldeirada pode-se fazer uma boa sopas de pão torrado, ou então fazer uma canja com pevides de massa.


Bom Apetite

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Vol-au-vent


O vol-au-vent que se tornou moda no século XIX, é um pequeno molde cilíndrico tipo cesta feito de massa folhada tradicionalmente recheado com preparações salgadas. A parte superior é pré-cortada e pode no final ser usada como tampa, em algumas receitas também pode ser recheada com doces. Sendo individuais e são geralmente servidos como entradas, ou para snacks e cocktails.
Criado pelo ilustre chefe de cozinha Marie-Antoine Carême, um cozinheiro francês que viveu entre 1783-1833, de origem humilde este cozinheiro deixou um legado de receitas e anedotas, conhecido como um cozinheiro cheio de vida e alegria, Um belo dia Carême teve a ideia de preencher a massa folhada com um recheio. Resolveu levar ao forno vários círculos montados de massa folhada, deixando ai um de seus ajudantes a vige-ala. O ajudante surpreso vendo que crescia em forma de uma pequena torre oca gritou para seu chefe: "Antoine, elle Vol au vent “, que significa' voa ao vento'. Carême achou tanta graça que decidiu dar esse nome para sua nova criação.

Ingredientes
Massa folhada quanto baste
1 gema de ovo
2 colheres (das de sopa) de água


Preparação
Aqueça o forno a 200° C.
Estenda a massa folhada sobre uma superfície enfarinhada com a ajuda de um rolo.
Bata a gema com a água e pincele a massa com esta mistura.
Com um cortador redondo corte os círculos (cerca de 12 cm diâmetro). Sobreponha os círculos (4 por peça) e com um cortador mais pequeno volte a cortar outro circulo mais pequeno sem cortar até, retire os círculos mais pequenos e molde a massa em forma de copinhos e leve ao forno durante 15 minutos, ou até a massa cozer. Pode rechear com vários preparados, eu neste caso recheei com bacalhau com natas.

Bom Apetite

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Empadão de alheira à Zezão

Ali estava aquelas ultimas alheiras vindas de Portugal, não é a toa que foi considerada uma das 7 maravilhas gastronômica de Portugal. Ai que dar destino a elas, para quatro ao método tradicional e pouco, mas em empadão chega e sobra.

Ingredientes
2 alheiras tradicionais
2 dentes de alho
800 gramas de batatas para cozer
1 colher de sopa de manteiga
1 pitada de noz moscada
2 gemas de ovo
100 gramas de queijo mozarella ralada
Azeite quanto baste
Sal grosso quanto baste


                                                                                                              
Preparação
Coza as batatas com a pele em água bem temperada de sal, depois de cozidas retire a pele e reduza a purê com a ajuda de um passe-vite, adiciona-lhe a manteiga e as 2 gemas de ovo, mexa bem até ficar bem homogêneo, tempere com a noz moscada. Reserve.



Numa sertã com um pouco de azeite coloque os alhos esmagados deixe aquecer e acrescente o conteúdo das alheiras desfeito e sem a pele e mexa ate aquecer tudo e deixe estrugir um pouco. Num Pirex de ir ao forno coloque um pouco do purê e espalhe as alheiras estrugidas volte a cobrir com o resto do purê e espalhe por cima o queijo. Leve ao forno pré-aquecido a 180º para gratinar, sirva simples ou com espinafres salteados.

Bom Apetite

sábado, 31 de janeiro de 2015

Bacalhau à Brás


A uns dias atrás fiz um salmão tipo a Brás,ao pensar em edita-la, verifiquei que ainda nem tinha editado uma de Bacalhau à Brás, bem primeiro vamos a original e depois a experiência com o Salmão. O bacalhau à Brás sendo um dos pratos mais típicos de Portugal outrora era servido nas tascas e tabernas do bairro alto em Lisboa. Vendo uma receita das mais modernas deste prato verifico que estes ditos cozinheiros Gourmet simplificaram as coisas com a batata palha de pacote, Como dizia um amigo meu “nossa que violência”! e isso digo eu, pois apesar de nascer de uma taberna já foi servido em muitos banquetes de grande magnitude e não merece um tratamento desses. Sim possivelmente nasceu pelas mãos de algum taberneiro com o nome de Bras, por isso é um prato tosco, caseiro, feito da maneira mais simples possível, na qual o seu excelente sabor depende da relação dos componentes da receita, principalmente a quantidade de cebola em relação ao bacalhau e o azeite que tem de ser de boa qualidade para fazer este prato. Os Portugueses levaram a receita para Macau onde ai também é de grande aprecio. Também encontrado em Espanha sob. o nome de bacalao Dorado ou Revolto de Bacalao a La Portuguesa.

Ingredientes
500 gramas de bacalhau salgado (Já demolhado)

600 gramas de batata para fritar
6 Ovos
4 colheres de sopa de Azeite
3 Cebolas medias
2 dentes de Alho
Salsa
Sal e pimenta a gosto
Azeitonas pretas (galegas de preferência)
Óleo quanto baste, para fritar

Preparação
Verta água quente sobre as postas de bacalhau e deixe repousar 2 minutos, retire da água e limpe da pele e as espinhas e desfie o bacalhau. Reserve.
Descasque as batatas e corte em palitos bem finos (3 milímetros, este é o corte ideal para a batata palha) e frite estas batatas em óleo quente e retire-as assim que começam a alourar (o que é rápido). Reserve-as.
Pique o alho muito fino e as cebolas em rodelas finíssimas e refogue lentamente em lume médio, num tacho de fundo largo com o azeite, quando a cebola estiver cozida e transparente.
Junte o bacalhau desfiado e mexa até envolver bem tudo. Junte então as batatas e reduza o lume para baixo/médio, acrescente os ovos batidos e temperados com sal e pimenta. Mexa com uma colher de pau, continuamente até os ovos cozam, mas que fiquem cremosos. Verta imediatamente para uma travessa e salpique com salsa picada e sirva enfeitado com azeitonas pretas, ditas “galegas” (azeitonas miúdas curtidas pelo método tradicional).


Bom Apetite

sábado, 24 de janeiro de 2015

Muito Obrigado



Janeiro mês do aniversario deste blog, mais propriamente no dia 10. Como em Janeiro de 2012 pensava eu deixar passar este mês em branco sem uma referencia ao aniversario, pois afinal isto é só um blog. Para que comemorar aniversario?????. Podia comentar que do meu 3º aniversario até hoje recebi mais de ½ milhão de visitas. Será motivo para comemorar???. Não sei!!!. Na blog esfera durante estes 5 anos vi muitos blogs nascer, assim como outros que já existiam, comparados com o meu muitos cresceram mais, alguns graças a parcerias com marcas, na qual me da muita pena pois mais parecem paginas de publicidade, pena pois o conteúdo das receitas são excelentes, outros com fotos a mais, etc. etc.Claro e alguns bons por mérito próprio. Fazendo uma comparação com o meu blog, ai talvez sinta vontade de comemorar mais um ano de vida, não que o meu seja melhor, mas sim por ser fiel aos meus princípios. Acima de tudo respeito os outros blogs, pois cada autor sabe o que é melhor para o seu blog.

Bom Apetite

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Panettone

Hoje Dia de Reis, de salientar que por aqui e por toda Espanha e alguns países com origens hispânica e o dia mais esperado pelos mais pequenos, pois nesta noite (de 5 a 6 de janeiro) passada vieram os reis magos entregar o presentes ao meninos e meninas que sé portaram bem durante todo o ano. Em muitos países, este dia é tradicional para dar presentes às crianças, comemorando assim os presentes que os Reis Magos trouxeram o menino Jesus, um costume bem mais antigo que a do Pai Natal e com muito mais significado. Com muito significado e tradição temos o Bolo Rei, mas hoje vou vos falar de outro bolo, o Panettone. Tornou-se uma sobremesa tradicional no Natal + ou - no ano de 1919 em Itália na cidade de Milão, pois os padeiros davam de presente aos clientes na época de Natal. O seu consumo tornou-se tradicional em toda Itália, e depois em todo o mundo durante o Natal. Em 1933 já era considerado um doce típico do Natal, tanto em Itália com em todo mundo. A partir de um pão levedado i com inúmeras variações com uvas, passas, pinhões, amêndoas, chocolate e frutas cristalizadas. Hoje em dia espalhado por todo o mundo em certos países de origem latina e muito servido na noite de natal ou usado ate como substituto da rosca de reis no dia de reis. Segundo factos históricos os antigos romanos foram os primeiros a adoçar pão levedado com mel, na qual há varias historias de sua origem. Uma delas é que a história desta sobremesa nasceu há mais de cinco séculos atrás, por volta de 1490, quando um jovem aristocrata apaixonou-se pela filha de um padeiro de Milão. Para mostrar o seu amor começou a trabalhar como aprendiz de padeiro e inventou um pão doce com base de frutas cristalizadas em cúpula e aroma de limão e laranja. Os milaneses começaram a ir para a padaria para pedir o "pan de Toni", que tal era o nome do jovem, outra historia e a mais conhecida o Panettone nasceu na corte de Ludovico, o Mouro, senhor de Milão de 1494-1500, na véspera de Natal. Querendo celebrar o natal com um grande jantar, cheio de deliciosos pratos dignos de sua riqueza. A sobremesa tinha que ser a mais importante do banquete, no entanto, ao retirar do forno a sobremesa, verificou-se que tinha-se queimado. Houve um momento de terror na cozinha de Ludovico, mas, felizmente, um jovem ajudante da cozinha, chamado Antonio, tinha pensado em usar as sobras da massa para fazer um pão doce e levar para casa. Dada a situação, o jovem Antonio propôs servir o seu pão de sobremesa adicionando-lhe frutas cristalizadas e manteiga de pastelaria. A sobremesa incomum foi um enorme sucesso e Ludovico Perguntou ao seu chefe de cozinha o nome de tão ilustre doce na qual respondeu que não tinha nome, pois acabava de ser inventado pelo ajudante Antonio. Ludovico decidiu então chamar-lhe “ pane de Toni”, que depois de muitos anos sé tornaria em Panettone.

Ingredientes

Para a massa fermentada
200 g de farinha de pão
20 g de fermento de padeiro fresco

150 ml de água morna
Para a massa de preparação
300 g de farinha de trigo
150 g de açúcar
200 g de manteiga
1 ovo inteiro mais 2 gemas
150 g de passas de uvas
150 gramas de casaca de laranja cristalizada picada

80 ml de leite
1 pitada de sal

Preparação

Massa fermentada

Comece a fazer a massa fermentada na véspera, num pequeno recipiente desfaça o fermento na água e misture a farinha ate formar uma massa pegajosa, deixe repousar coberta por um pano em temperatura ambiente para levedar ate o outro dia.


Massa de preparação
No outro num recipiente maior, comece por misturar o açúcar com a farinha e a pitada de sal, abra um buraco no meio e coloque os restantes ingredientes menos as passas e a casca de laranja, amasse tudo ate formar uma massa homogênea e misture com a massa fermentada, introduza as passas e casca de laranja, volte a amassar bem. Deixe repousar 1 hora até dobrar de tamanho, volte amassar e coloque em molde (que pode ser de compra ou fazer um com uma cartolina forrado com papel vegetal), deixe repousar até voltar a crescer. Fazer um corte em forma de cruz com um pouco de manteiga em cima, vai ao forno pré aquecido a 180º entre 35 a 45 minutos, conforme o tamanho, comprovar a cozedura com um palito de fazer espetadas (são mais compridos). Estando cozidos retiramos do forno com cuidado e coloca-se virados para baixo suspensos utilizado 2 ou 3 palitos atravessando na parte de baixo (fundo) de um lado ao outro para servir de suporte de apoio. Depois de frio guarde dentro de um saco plastico até a hora de o servir.

Bom Apetite

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015

Continuem a desfrutar com os que mais lhe são queridos, que eu sigo fazendo o mesmo.

Bom Ano
Bom Apetite 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Feliz Natal



Melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de natal é a presença de uma família feliz. Por isso tá na hora de dedicar-me a minha família, depois volto, fiquem na paz do senhor. Um santo e feliz natal a todos Amigos e seguidores e simpatizantes.




Bom apetite

domingo, 14 de dezembro de 2014

Arroz de lulas


Portugal, um dos maires consumidor de arroz da Europa, com um arroz totalmente português. O arroz Carolino a espécie de arroz mais produzida em Portugal, porém a menos consumida. O arroz Carolino corresponde à uma variedade genuinamente portuguesa, sendo cultivada nos estuários dos rios Sado, Tejo e Mondego, onde a conjugação de fatores como a terra, a temperatura do ar, o número de horas de sol e a água, dão origem à sua qualidade. Caracteriza-se por possuir um bago branco, curto e gordo, com maior poder de absorção dos sabores e um baixo teor de amilose (um dos componentes do amido). Depois de cozido, o grão fica solto, boleado e envolto num molho cremoso e aveludado. Tradicionalmente, o arroz Carolino é empregue em receitas típicas de carne como o arroz de cabidela, de miúdos ou de pato; de peixe como o arroz de Tamboril e marisco ou de legumes. Esta variedade é ainda empregue em enchidos como a Tradicional morcela de arroz , ou ainda em algumas sobremesas como o arroz doce. Sendo um dos meus preferidos para pratos caldosos como este que voz trago hoje

Ingredientes
500 gramas de lulas pequenas
200 gramas de arroz carolino
2 dentes de alhos bem picados
1 cebola media bem picada
1 tomate bem maduro e triturado
1 folha de louro sem o pé
1 colher (das de sobremesa) de colorau
1 copo de vinho branco
1 colher (das de café) de coentros picado
Sal quanto baste
Azeite quanto baste
Água quanto baste
Piripiri a gosto

Preparação
Num tacho com o fundo coberto de azeite faça um bom refogado com a cebola, os alhos, o tomate, o colorau e a folha de louro, logo que esteja bem loiro acrescente o vinho branco e deixe levantar fervura e acrescente água suficiente para obter cerca de 1 litro de caldo. Mexa bem e retire um copo de caldo, reserve em sitio fresco (frigorifico). Deita-se as lulas previamente preparadas (limpas e cortadas), assim que levantar fervura acrescente o arroz e tempere de sal e piripiri a gosto, deixe cozer em lume médio. Assim que esteja o arroz cozido misture o copo de caldo frio (truque para deixar o arroz bem aveludado e cremoso) e mexa bem, sirva de imediato polvilhado com os coentros.



Bom apetite

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Peito de frango com bacon crocante

Feriado bem gostoso, neve só lá para cima nas montanhas,este ano tem nevado ,muito pouco pelas paróquias mais baixas, mas com muito frio. Sinto falta aqui da minha lareira da minha casa em Portugal, hoje com certeza era um dos dias que com certeza a acendia. Vai-se a missa, pois a que alimentar também o espírito, chega-se a casa com pouca vontade de cozinhar, mas a que alimentar o corpo também.

Ingredientes
400 gramas de filetes de peito de frango
150 gramas de tiras de bacon
400 gramas de batatas
1 molho de grelos de couve
1 limão
2 dentes de alho
Sal quanto baste
Pimenta a gosto

Preparação
Tempera-se os filetes de frango com alho laminado, sal e pimenta a gosto, espreme-se o limão por cima e deixa tomar gosto por uns minutos (no meu caso foi antes de ir para missa). Lavam-se as batatas e cortam-se as rodelas e põe-se a cozer. Lavam-se os grelos e põe-se também a cozer num tacho a parte das batatas, depois de Tudo cozido escorre-se e aguarde em lugar quente.
Aqueça um chapa de grelhar (pode usar uma sertã de fundo bem groso) e comece por grelhar as tiras de bacon ate ficarem bem crocante, aproveitando a gordura que largam para grelhar os filetes, sirva logo de seguida acompanhado com as batatas e os grelos.

Bom apetite

domingo, 7 de dezembro de 2014

Batata frita crocante e estaladiça

A batata é o vegetal mais popular do mundo e o quarto mais consumido, sendo usado em receitas em todo o mundo. O segredo do grande sucesso da batata é sua grande diversidade, que proporcionam várias opções de cor e sabor. Algumas variedades dão às sopas uma textura cremosa e um gosto delicado que destaca os outros ingredientes. Outros tipos de batata são melhores cozidas, servidas como um simples lanche ou recheadas com diversos ingredientes.

As batatas com maior teor de amido (farinhentas) são melhores para o cozimento, para fritar e para amassar, enquanto outras com menos amido são melhores assadas e mais utilizadas em saladas. Para saber a quantidade de amido pode-se fazer o teste da água salgada (batatas pobres em amido flutuam e as ricas em amido afundam), ou simplesmente da observação (batatas ovais com pele espessa são melhores para o cozimento, enquanto as grandes e arredondadas servem para várias outras finalidades). Mas, sem dúvida, um dos pratos mais conhecidos em todo mundo é a batata frita. Apareceu pela primeira vez na década de 1840, e se tornou popular rapidamente em Paris, desde então a receita se espalhou pelo resto do mundo. Atualmente a popularidade mundial da batata frita deve-se também às grandes empresas de lanches, como McDonalds, Burger King, etc, ou as ditas batatas de pacote de varias marcas. A que ter em conta que o consumo generalizado da batata processada não é tão vantajoso quanto consumir a batata fresca, porque durante esse processo o produto perde cerca de 50 por cento de seus nutrientes, além de conter muito mais gordura que a batata frita fresca. Sendo assim hoje vamos fazer aquelas batatas tão apetitosas e estaladiça e crocante, “tipo pacote”, para fazer de acompanhamento o simplesmente para o lanche.

Ingredientes

Batata com elevado teor de amido (fritar)
Sal fina
Óleo quanto baste para fritar

Preparação
Descasque as batatas e corte em rodelas o mais fino que poder (existe no mercado utensílios próprio) com uma faca bem afiada. Deixe-as demolhar em água fria e salgada, por cerca de 20 minutos. Retire-as da água e seque bem as batatas, numa fritadeira com óleo a 180ºC e frite as batatas em pequenas dozes mexendo sempre, retire-as para cima de papel absorvente para que sequem. Sirva-se como melhor voz apetecer.

Bom Apetite

sábado, 6 de dezembro de 2014

Bacalhau à lagareiro


Dezembro possivelmente o mês em que o bacalhau ganha mais destaque, por isso durante esta minha ausência uma das coisas que mais fiz, foi aprender um pouco mais sobre o bacalhau. Sendo assim resolvi marcar este meu regresso com uma receita das mais conhecidas e confeccionadas. Com origem na região das Beiras (Portugal), antigamente muito confeccionado pelo fim da época da produção dos azeites novos nos finais de Outubro. 

Hoje em dia com uma vasta lista de versões deste prato na qual originalmente essa receita era preparada para provar o novo azeite produzido. Assavam-se os pimentões, as batatas e as cebolas com cascas espetadas num arame e penduradas dentro do forno de lenha, por baixo um tabuleiro refratário com boas postas de bacalhau na qual sé juntavam o alho cru e regava-se com bastante azeite novo recém retirado do lagar (prensas antigas que moem as azeitonas para a produção de azeite). 
Ai nasceu esta receita por ser originalmente preparado onde havia muita fartura de azeite (nos lagares de azeite), assim a receita de “Bacalhau à Lagareiro” tornou-se uma das mais tradicionais e deliciosas receitas para ser degustada com um bom azeite.

Ingredientes
1 quilo de batatas pequenas
4 postas de bacalhau demolhadas (lombo)
2 cebolas medias em rodelas
1 pimento vermelho em tiras
6 dentes de alhos esmagados
2 folhas de louro
Sal grosso quanto baste
Azeite quanto baste
Coentros frescos

Preparação
Lave bem as batatas com a pele e num tabuleiro polvilhadas com bastante sal grosso, leve-as a forno a 200ºC durante cerca de 30 minutos. Entretanto em outro tabuleiro asse as postas de bacalhau pinceladas com azeite. Retire as batatas do forno e dê-lhes um pequeno murro para que abram, junte- as ao tabuleiro do bacalhau, adiciona-lhe o pimento, a cebola, os alhos e as folhas de louro, regue com bastante azeite e leve ao forno por mais 10 minutos. Sirva recém saído do forno enfeitado com azeitonas e coentros.

Bom Apetite

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Cozinha nova e mais alguns Tachos



“Pois é tem destas coisa que acontecem”. E foi assim o que seria por uns dias prolongaram-se por mais alguns dias. Apareceram alguns imprevistos como sempre, mas as reformas lá sé concretizaram. Depois, claro, há que descansar um pouco e adquirir mais uns tachos.

Durante este tempo visitei alguns lugares de interesse gastronômico, pesquisei, fiz e provei, assim enriqueci um pouco mais os meus conhecimentos, que em breve publicarei.
Por agora ficamos com este mês de dezembro que porta muitas tradições em termos de gastronomia, já sinto o cheirinho a canela e a fritos típicos destas alturas. Vamos lá para a cozinha.


Bom Apetite

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Obras



Pois é, tem destas coisas que acontece sem estar previsto. Nada programado, mas surgiu a hipótese de reformar os tachos (alguns) e cozinha, sendo assim e por motivos de força maior estarei ausente por algum  tempo.
Volto assim que seja possível..............................

Bom apetite

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Berinjela Recheada

A beringela ou berinjela,ao contrario do que muitos pensam é o fruto de uma planta com o nome de Solanum melongena originária da Índia, na qual no principio era só usada como planta ornamental, tendo chegado à Europa no século XIII através dos árabes da Península Ibérica. De fácil cultivo nos trópicos, pertence à mesma família do pimentão. É sensível ao frio, às geadas e ao excesso de chuva na altura da floração. Usada no preparo de vários pratos como o cuscuz, sufle,em tortas, saladas e recheada de varias maneiras ate em lasanhas. Cozida, frita, assada ou grelhada, combina bem com pimento, tomate, cebolas e azeitonas, tornando-se um ótimo acompanhamento para vários tipos de carnes grelhadas e assadas. Para retirar o gosto amargo que a caracteriza, corte-a ao meio, esfregue com sal e escorra, ou deixe-a aberta coberta com água e sal, limão ou vinagre, durante, pelos menos, 15 minutos. Escorra em seguida e seque com papel absorvente.

Ingredientes
3 berinjelas grandes
500 gramas de carne picada
1 cebola grande picada
2 dentes de alho picados
2 tomates médios bem maduros
1/2 pimentão vermelho picado
1 ramo de salsa
200 gramas de queijo mozzarela ralada
Pimenta a gosto
Sal
Óleo quanto baste







Preparação
Corte as berinjelas ao meio, no sentido do comprimento, retire a polpa das berinjelas deixando com aproximadamente 1 cm de espessura, salpique com vinagre e sal, coloque num tabuleiro, leve-as ao forno médio por 10 minutos. Pique a polpa e reserve. Numa frigideira aqueça o óleo em fogo médio e adicione a cebola, o alho e a polpa das berinjelas. Refogue até ficar bem macia e acrescente a carne, deixe cozinhar por 15 minutos ou até que esteja bem refogado. Junte o tomate triturado, o pimentão vermelho e a salsa e misture bem, tempere de sal e deixe ferver em fogo baixo aproximadamente 10 minutos.
Retire as berinjelas do forno e devida o preparado por todas, polvilhe com o queijo e volta ao forno entre 10 a 15 minutos ou até que o recheio esteja dourado e o queijo derretido. Sirva quentes ou frias.

Bom Apetite

sábado, 4 de outubro de 2014

Frango Lo Mein (捞面)

Lo mein alem de ser um prato, também é uma técnica chinesa de preparar massas de farinha de trigo, basicamente trata-se de saltear massas em uma work juntamente com legumes e algumas porções de carne ou marisco, geralmente utiliza-se mais o frango, porco ou camarão. As massas finas tipo espagueti ou linguine, são as mais indicadas para preparar este prato chinês, que como muitos outros pratos chineses adota a técnica ao nome do prato. Claro que para preparar este prato é fundamental utilizar uma work, Sabe o que é? , já ouviu falar?, penso que sim pois nunca sé falou tanto em panela work como agora, apesar de noz os portugueses já a muito que utilizamos algo parecido, o alguidar  ou caldeira de fazer os rojões que geralmente era em cobre.
Voltando a wok, uma espécie de frigideira redonda, um pouco diferente das tradicionais, a work tem as laterais mais altas e arredondadas, fazendo com que o fundo seja proporcionalmente menor do que o das frigideiras tradicionais. Isso faz da work um excelente utensílio na cozinha para cozinhar uma grande quantidade de alimento de uma vez e, por ser circular e aberta, permite que o líquido evapore rápido. Isso é essencial para muitas receitas como os pratos chineses, tailandeses, etc.



Ingredientes
2 peitos de frango cortado em tiras
250 gramas de linguine
150 gramas de cogumelos laminados
40 gramas de pimentão vermelho picado
120 gramas de couve lombarda cortada em tirinhas

4 colheres (das de sopa) de molho de soja
5 colheres (das de sopa) de oleo de amendoim
1 colher (das de chá) de farinha maizena
Piri-piri ou tabasco
Sal
Preparação
Num tacho grande com água a ferver e temperada de sal, coza a massa entre 4 a 6 minutos (deve ficar um pouco dura), escorra e lave em água fria e reserve. Na work aqueça 3 colheres do óleo de amendoim e frite o peito de frango até ficar bem passado, junte os cogumelos e a couve, deixe cozer uns 5 minutos mexendo sempre e apague o lume. Dissolva a maisena no molho de soja, tempere de piri-piri ou tabasco a gosto e verta por cima do frango, vai ao lume brando 1 minuto ou 2 até ficar um poço espesso, retire o preparado para um outro recipiente, reserve. Volte a por a work ao lume médio, ponha ½ colher de óleo de amendoim e saltei uma dose linguine, junte um pouco do preparado de frango, mexa bem, verta para um prato e sirva de imediato. Repita esta operação até acabar os ingredientes, normalmente da para 4 pratos.





Bom Apetite

sábado, 20 de setembro de 2014

Jamoncitos de Pavo

Há dias assim em que sé fazem coisas simples e o resultado é sempre bom. Um dia com pouca imaginação, a não ser pelo titulo “Jamoncitos de Pavo”, pensei em Português, um pouco difícil, pois estas cochas de peru (pavo) são tiradas das assas, ou seja, aquela cocha que esta agarrada a asa. Assim teríamos um titulo tipo “Cochas de assas de peru”, jamoncitos (presuntinhos) é como carinhosamente denomina-se alguns pratos por aqui quando feitos com cochas de frango ou peru, pelo seu aspecto e uma ilusão aos presuntos (Jamón).


Ingredientes
6 cochas de peru (tirada das asas)
800 gramas de batatas pequenas
6 dentes de alhos
1 copo de vinho branco
1 colher (das de sopa) de colorau
Azeite quanto baste
Pimenta a gosto
Sal grosso


Preparação
Limpe bem as cochas e tempere de sal e pimenta a gosto, coloque em um tabuleiro de ir ao forno com um fio de azeite por cima. Vai ao forno a 200º durante uns 20 minutos, virando-os ao meio do tempo. Entretanto numa pela antiaderente com um pouco de azeite com os alhos laminados e quando começar a ficar dourados acrescente as batatas já lavadas e sem a pele, acrescente o colorau e tempere de sal, mexa e introduza o vinho e deixe cozer até reduzir. Passados os 20 minutos de as cochas estarem no forno, retire e incorpora as batatas e volta ao forno mais uns 30 minutos. Sirva com arroz basmati ou arroz selvagem.


Bom Apetite

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Perna de Cabrito no forno "reedição"

Hoje voz trago uma reedição de uma receita que esta ligado a costumes e tradições em Portugal, sobretudo na Páscoa, marcando o fim do longo período de jejuns e abstinências da Quaresma, não é de surpreender que tantos dos costumes tradicionais desta época se prendam com o comer e o beber. Na festa Pascal, em Portugal, temos um grande receituário de pitéus e este é apenas um deles, a perna de cabrito assada no forno. O cabrito sendo de boa qualidade deve ter a carne bem vermelha e gordura muito fina e branca, já diz o ditado dos mais velhos que o cabrito nunca deve ser cozinhado no mesmo dia que se mata, porque dará origem a carne ficar muito dura. Assim como extrair-se uma glândula a que os mais velhos chamam de bedum, fica junto ao osso, um pouco abaixo de meio da perna, faz-se uma incisão com uma faca e retira-se o bedum com os dedos, essa glândula dá um mau sabor a carne. Nisto de coisas dos mais velhos eu cofio plenamente, querendo nesse sitio pode-se por um ramo de cheiros.

Ingredientes
2 pernas de cabrito
4 fatias de bacon ligeiramente grossas
3 cebolas medias
6 dentes de alho
2 colher (das de sopa) de pimentão doce

2 colher (das de sopa) de azeite
1 colher (das de chá) de pimenta branca
1 colher (das de café) de pimenta negra
2 copos de vinho branco
1 ramo de salsa
3 folhas de louro
Batatas quanto baste
Sal grosso quanto baste
1 chávena (das de café expresso) azeite

1 ramo de tomilho



Preparação
Esmague, num almofariz, os alhos e misture com o azeite, o sal, o pimentão e as pimentas até fazer uma papa. Com esta papa esfregue toda a perna de cabrito, que pode estar inteira ou com uns cortes mantendo o aspecto inteiro.
Coloque a perna barrada numa travessa refretaria e por cima disponha a cebola cortada em meias luas grosseiramente, a salsa e o louro. Tape com película aderente e guarde no frigorífico até ao dia seguinte. Uma hora antes de assar rega se com o vinho branco misturado com um pouco de água, põe-se o pingue sobre a carne e as tiras de bacon, leva-se ao forno a 200º a assar com todos os temperos + ou – 2 horas. Entretanto descasque e corte as batatas em gomos e tempere-as com sal e tomilho, numa sertã com azeite refogue as um pouco, feito isso coloque-as à volta da perna e leve ao forno mais 30 minutos para tomarem gosto e acabar de assar. Sirva com arroz branco e enfeite com rodelas de laranja.


Bom Apetite

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Frango no forno à Teriyaki



 Basicamente esta receita enfoca mais o molho Teriyaki que o frango. Teriyaki que na verdade é mais uma técnica do que um molho, ou seja teriyaki é uma maneira de preparar os alimentos com um molho próprio, sendo esse molho um dos mais utilizados na culinária japonesa, que é preparado com a mistura de quatro ingredientes básicos: mirin (vinho doce de arroz), açúcar amarelo, sake e molho de soja. O teriyaki (alem do molho com o mesmo nome) na cozinha japonesa, consiste em que os alimentos são assados ​​(assado ou grelhado) em uma marinada de um molho doce . Traduzindo a palavra Teriyaki, na qual é derivado da palavra "teri"  a que se refere ao brilho que dá o molho, e "yaki" a que refere-se ao método de cozimento, ou seja mergulhar no molho ou pincela-lo com o molho várias vezes o alimento até estar feito.Literalmente significa glaserar, isto é, quando cobrimos qualquer alimento com uma capa que lhe da um certo dourado e impregnar a sua superfície com um sabor específico na grelha ou no forno. Já o molho na qual tem o mesmo nome da técnica é adequado para qualquer tipo de carne, principalmente frango ou peixes gordos. 
Claro que hoje em dia em boas superfícies comerciais já podemos encontrar (assim como os ingredientes para prepará-lo) este molho preparado, sendo que o molho teriyaki preparado em casa fica muito mais intenso e saboroso que os que compramos em qualquer loja. Um molho perfeito tanto para qualquer tipo de carne, peixes ou até legumes e macarrão feitos na wok.

 Ingredientes para o molho Teriyaki

150 ml.de molho de soja
150 ml. de Mirin
50 ml. de Sake
50 gramas de açúcar amarelo




Preparação
Misture todos os ingredientes em uma panela e coloque em fogo médio alto, mexa sem parar até que o açúcar sé dissolver, deixe ferver em fogo médio baixo por mais 15 minutos ou até ficar reduzido a um terço e com um aspecto brilhante. Retire do fogo e deixe esfriar completamente (aconselho a preparar o molho de véspera), uma vez frio, use molho Teriyaki em qualquer receita de carne ou peixe, grelhado ou assado.



Ingredientes para o frango
1 preparado de molho teriyaki
1 bom frango do campo (entre 1.2 a 1.3 kg)
1 dente de alho
1 colher (das de chá) de sumo de lima
Sal grosso quanto baste


Preparação
Abra o frango ao meio (como para churrasco),dentro do próprio tabuleiro que vai ao forno tempere com o alho bem picado, sumo da lima e sal a gosto, verta o molho teriyaki e deixe marinar por uma hora. Leve assar em forno pré- aquecido 180º durante aproximadamente 1 hora (poderá variar de forno para forno) ou até ficar assado. Durante o tempo de assar pincele o frango varias vezes com o próprio molho e vá virando o frango para dourar por igual. Estando assado retire do forno e parta-o e pedaços e sirva com arroz basmati ou simplesmente com batas fritas e salada.


Bom Apetite